
Patrick B. Kraemer/EPA
Antigo secretário-geral da UEFA sucede a Sepp Blatter na presidência da FIFA
O italo-suíço Gianni Infantino é o novo presidente da FIFA, sucedendo a Sepp Blatter no comando do maior organismo do futebol mundial. Conhecido por presidir aos sorteios das competições europeias ano após ano, o antigo secretário-geral da UEFA venceu uma corrida altamente politizada para ocupar a "cadeira de sonho".
"É verdade que pode ter sido o destino a desempenhar o seu papel, porque há alguns meses nem pensava em embarcar nesta aventura", reconheceu recentemente à agência noticiosa francesa o jurista, que só decidiu avançar a 26 de outubro de 2015, após ser conhecida a suspensão de Platini por 90 dias.
Nascido na cidade suíça de Brig a 23 de março de 1970, Infantino foi o rosto amável da UEFA, o simpático condutor dos sorteios europeus, que tratava de tornar compreensíveis as numerosas condicionantes dos sorteios, uma vez descartado Michel Platini, pelo seu envolvimento no escândalo de corrupção que levou à demissão de Blatter, deu o passo em frente para liderar a reconstrução da entidade que tutela o futebol mundial.
Do currículo de Infantino constam a implementação do Fair Play financeiro, que introduziu o controlo económico nos clubes europeus, ou o alargamento do Europeu a 24 seleções, ideia que pretende estender ao Mundial, com um total de 40 equipas. Mas foi no apoio dos grandes nomes do futebol, como Luís Figo, Roberto Carlos, Fernando Hierro, Samuel Eto'o, José Mourinho, Fabio Capello ou Alex Ferguson, que a sua candidatura se sustentou.
