
Depois do jornal alemão Bild ter publicado esta terça-feira excertos do relatório da FIFA sobre os alegados casos de corrupção na atribuição dos Mundiais da Rússia (2018) e do Qatar (2022), o organismo internacional divulgou todo o documento.
Entre as várias revelações constantes no relatório da investigação, feito em 2014 por um investigador independente, Michael Garcia - na altura o relatório foi reduzido a 42 páginas, nas quais o Qatar aparecia incólume - está a revelação de um alegado pagamento de dois milhões de dólares à "conta-poupança da filha de dez anos de um membro da FIFA".
Além disso, o documento, que tem 403 páginas, conta igualmente que "três membros executivos da FIFA com direito de voto foram a uma festa no Rio de Janeiro no jato privado pertencente à Federação do Qatar antes da votação para decidir quem iria organizar a competição".
Após a divulgação da versão integral do chamado "Garcia Report", que incrimina o Qatar e vários membros da FIFA, o organismo explicou que os novos presidentes do Comité de Ética Independente, em funções desde maio, já tinham planeado divulgar todo o relatório.
"Já estava planeado discutir a publicação deste relatório. No entanto, uma vez que o documento foi ilegalmente passado a um jornal alemão, os novos presidentes pediram a publicação imediata do relatório completo", pode ler-se na nota.
A FIFA refere que a divulgação do chamado "Garcia Report" foi feita "em nome da transparência".
