
Líderes do futebol germânico tornaram público o apoio ao atual secretário-geral da UEFA, braço direito de Platini, até o presidente do organismo que tutela o futebol europeu ter sido suspenso, por corrupção.
A Federação de Futebol da Alemanha (DFB) confirmou, esta quarta-feira, o apoio ao secretário-geral da UEFA, o suíço Gianni Infantino, na candidatura à presidência da FIFA nas eleições de 26 de fevereiro.
"Gianni Infantino é um candidato para a Europa. É o melhor candidato também para Rainer Koch e a liderança da federação", disse Reinhard Rauball, copresidente da DFB, juntamente com Koch.
Segundo o dirigente, o trabalho de Infantino como secretário-geral da UEFA tornou-o profundo conhecedor de "todas as facetas do futebol" e familiarizou-o com "redes de trabalho internacional", ao que não será alheio facto de "falar seis línguas".
"Com a sua reputação e experiência, tem as qualificações necessárias para promover as mudanças estruturais e os desafios que se avizinham [na FIFA]", reforçou.
Rauball recordou que a FIFA necessita de "mudança nas direções de topo" e de um "esforço contínuo para implementação sistemática de reformas que assegurem a restituição da credibilidade e confiança a longo prazo".
Terça-feira, Infantino, de 45 anos, prometeu um Campeonato do Mundo com mais equipas, de 32 para 40 já no Mundial2018, na Rússia, reformas que credibilizem a FIFA e canalizem mais dinheiro para as federações.
Gianni Infantino foi, durante sete anos, o braço direito do anterior presidente da UEFA, o francês Michel Platini, suspenso devido a acusações de corrupção, que também puniram o presidente da FIFA, Joseph Blatter.
Na corrida para a presidência da FIFA estão ainda Salman bin Ebrahim al Khalifa, do Bahrain, o francês Jérôme Champagne, o jordano Ali Bin Al Hussein e o sul-africano Tokyo Sexwale.
