Federação Moçambicana de Futebol passa a liderar decisões sobre Moçambola

Em comunicado, a FMF explica que tomou a decisão "enquanto órgão máximo regulador do futebol nacional", nos termos dos seus estatutos e dos regulamentos internacionais, recordando que o contrato de delegação de poderes com a Liga Moçambicana de Futebol (LMF), que organizou as duas últimas edições do Moçambola, assinado a 12 de março de 2024, "cessou os seus efeitos a 31 de dezembro de 2025".
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A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) anunciou esta segunda-feira que assumiu a condução e coordenação das decisões sobre o futuro do campeonato nacional da primeira divisão, conhecido como Moçambola e que em 2025 não chegou ao fim.
Em comunicado, a FMF explica que tomou a decisão "enquanto órgão máximo regulador do futebol nacional", nos termos dos seus estatutos e dos regulamentos internacionais, recordando que o contrato de delegação de poderes com a Liga Moçambicana de Futebol (LMF), que organizou as duas últimas edições do Moçambola, assinado a 12 de março de 2024, "cessou os seus efeitos a 31 de dezembro de 2025".
Acresce que o Moçambola 2025 - marcado por suspensão da competição, problemas logísticos e dívidas dos clubes às Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) - "foi objeto de uma interrupção repentina e não chegou ao seu termo, mantendo-se, até à presente data, por resolver matérias de elevada relevância e impacto desportivo", como "a atribuição e homologação do título de campeão nacional", as "decisões relativas às descidas de divisão" e a indicação dos clubes representantes nas competições africanas.
"Face a este contexto, e no exercício das suas competências estatutárias, a direção executiva da FMF deliberou que a FMF passa, a partir da presente data, a assumir a condução e coordenação integral do processo, com vista a uma análise aprofundada, responsável e institucional da situação", lê-se no comunicado desta segunda-feira.
Acrescenta que para o efeito, a FMF decidiu criar uma comissão de trabalho, que a instituição lidera e que integrará representantes da LMF e outros intervenientes "relevantes", tendo como "principais atribuições" a análise das "circunstâncias e os fundamentos que conduziram à não finalização" do Moçambola 2025 e avaliar "de forma objetiva e devidamente documentada, as causas financeiras, administrativas, organizacionais e desportivas que estiveram na origem da interrupção da competição".
A comissão vai ainda "analisar o formato competitivo mais adequado" para Moçambola 2026 "e épocas subsequentes" - a LMF chegou a admitir a possibilidade de o principal campeonato ser disputado por regiões, devido às questões logísticas -, apresentando "propostas e recomendações, tendo em conta a sustentabilidade, a integridade competitiva e a realidade atual do futebol nacional".
Será igualmente analisada a "existência de condições e os respetivos termos" para "uma eventual renovação do contrato de delegação de poderes" com a LMF para a organização do Moçambola 2026.
"A FMF esclarece que lhe cabe, em exclusivo, a apreciação e decisão final sobre todas as matérias objeto de análise, incluindo quaisquer deliberações com impacto desportivo, organizacional e regulamentar, nomeadamente no que respeita à eventual alteração do formato competitivo", concluiu.
A LMF decidiu a 19 de dezembro encerrar a edição de 2025 do Moçambola após 24 das 26 jornadas por dificuldades financeiras e administrativas, confirmando a União Desportiva do Songo como campeã nacional.
Segundo fonte da LMF, a competição chegou à 24.ª jornada com um número desigual de jogos realizados, havendo equipas com quatro ou cinco partidas por disputar, situação que inviabilizou a conclusão do campeonato dentro do calendário desportivo em vigor.
A LMF explicou que a decisão resultou da incapacidade de assegurar o pagamento das deslocações aéreas das equipas, acrescentando que o fim da época federativa, a 20 de dezembro, e o fim dos contratos da maioria dos jogadores, em 30 de novembro, não permitiam a continuidade da prova.
Confirmou ainda, nessa altura, a descida de divisão da Textáfrica, do Desportivo de Nacala e do Desportivo da Matola, e o acesso ao Moçambola de 2026 do Maxaquene (Sul), do LD Sofala (Centro) e da Associação Desportiva de Pemba (Norte).

