
Fábio Carille chegou ao Corinthians pelas mãos de Mano Menezes, em 2009, mas foi ao lado de Tite, a partir de 2010, que passou a ganhar notoriedade. Uma parceria que rendeu, por exemplo, dois dos principais títulos do clube: a Taça Libertadores e o Mundial de Clubes, ambos em 2012.
Qual é o maior ensinamento que tira da relação com o Tite?
-Gestão de grupo. Ser verdadeiro, tratar todos por igual e deixar tudo bem definido e explicado. Temos a mesma linha de trabalho, as mesmas ideias.
As comparações com o Tite incomodam-no?
-Não, de jeito algum. Aconteceria com qualquer outro treinador. Não fico apegado nas questões de recordes, de números... Isolo-me bastante disso, até porque a minha responsabilidade no Corinthians é muito grande.
Tite levou alguns profissionais do Corinthians para trabalhar na seleção. Também foi convidado?
-Não houve convite, mas podia vir a acontecer. Ser nomeado treinador principal matou qualquer possibilidade na seleção. Ainda conversamos muito, é o meu paizão no futebol, o meu amigo.
Recusou uma sondagem da China em junho para dar sequência ao sonho no Corinthians
O último grande presente do Tite foi não o ter levado para a seleção? Surgiu o Corinthians...
-Hoje podemos dizer que sim. Mas em dezembro a situação era outra. Muitos amigos falavam: "Vai assumir esta bomba? Vai pegar isso?" Respondia: "Sim, uma hora precisamos mostrar a nossa cara." Não tive dúvidas em aceitar o desafio. É... Posso dizer, então, que foi o último grande presente do Tite.
Tem recebido propostas?
-O meu trabalho tem chamado a atenção... Antes do jogo contra o Grémio [vitória 1-0, a 26 de junho], uma pessoa procurou-me para falar de uma possibilidade na China. A reunião não durou 15 minutos, encerrei ali mesmo. Não saio do Corinthians, não quero, não posso... Vivo um sonho.
