
Donald Trump
AFP
Dinamarca e Alemanha atentas às "movimentações" dos Estados Unidos
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Donald Trump já disse várias vezes que os Estados Unidos querem a Gronelândia, garantindo que está disposto a tudo para satisfazer essa pretensão. Inclusive, em última instância, invadir o território que é parte integrante do Reino da Dinamarca.
É verdade que nos últimos dias o presidente dos Estados Unidos refreou os ânimos, deixando entender que este impulso belicista já faz parte do passado, mas a Europa não deixa de estar de sobreaviso, designadamente no campo desportivo, que pode ser fortemente afetado em caso de um cenário radical.
Em cima da mesa está, por exemplo, a hipótese de um boicote de várias seleções europeias ao próximo Mundial, a ser organizado a meias entre Estados Unidos, México e Canadá - o país presidido por Trump vai organizar 78 dos 104 jogos da fase final.
Em declarações publicadas esta quinta-feira no L"Équipe, Erik Brugger Rasmussen, diretor geral da federação dinamarquesa, admitiu que está atento aos desenvolvimentos políticos.
"Evidentemente que estamos conscientes da delicada situação atual. Estamos a acompanhar de perto e de forma permanente esta situação", acrescentando, porém, que a prioridade da seleção dinamarquesa é conseguir o apuramento no play-off que vai realizar em março.
Na Alemanha, a secretária de estado do desporto, Christiane Schenderlein, não descartou um boicote, assinalando, porém, que qualquer decisão cabe à federação local.
"O Governo respeita a autonomia do desporto. As decisões relativas à participação em grandes eventos desportivos ou ao seu boicote, dizem exclusivamente respeito às federações desportivas competentes, e não ao mundo político", declarou.
Já a França indicou que, em princípio, não está a equacionar um boicote. O jornal The Guardian, no entanto, garantiu que há conversações a decorrer entre várias federações europeias, prevalecendo a convicção de que deve haver um esforço no sentido de uma posição comum das várias seleções europeias qualificadas.
Em Portugal, a FPF, contactada por O JOGO, optou por não fazer comentários sobre o assunto.
