
O avançado do Levante já leva sete golos na liga espanhola, sendo o goleador do último classificado. Com Neymar trocou de camisola, com Cristiano Ronaldo não conseguiu...
Cerca de seis meses depois de chegar à liga espanhola, Deyverson é um jogador satisfeito, pelo menos no plano individual. O avançado brasileiro que o Benfica trouxe para a Europa em 2012 e que se tornou visível no Belenenses já vai em três jogos consecutivos a marcar pelo Levante, equipa que procura desesperadamente sair do último lugar (tem 17 pontos, um a menos que Las Palmas e Gijón, e dois a menos que o Rayo Vallecano). Com sete golos marcados, Deyverson está perto de bater o seu próprio recorde (nove golos em 2013/14, pelo Belenenses) e já é o terceiro brasileiro com mais pontapés certeiros em La Liga - à frente apenas tem Neymar, do Barcelona, e Charles, do Málaga.
A O JOGO, o goleador do Levante admite viver uma fase feliz, aos 24 anos. "Tem sido muito bom jogar na liga que tem os três melhores jogadores do mundo: Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar. Desde menino, quando via Barcelona e Real Madrid na televisão, ambicionava jogar com eles. Poder viver esse sonho de menino deixou-me muito feliz. E um maior sonho concretizado só mesmo no dia em que puder jogar ao lado deles, na mesma equipa", refere o avançado. Esta época, Deyverson já jogou no Bernabéu e em Camp Nou, tendo guardado histórias de ambos, uma com cada craque que admira. "Com o Neymar, troquei de camisola e percebi que é uma pessoa muito humilde. Ele e o Adriano desejaram-me boa sorte. Não esperava tanto, mas trataram-me muito bem, até me disseram para continuar a trabalhar e melhorar, com a mão na boca para os jornalistas não perceberem [risos]. Já com o Ronaldo, houve um lance em que ele enfiou um cotovelo no meu peito. Reclamei e ele respondeu: "Não se passa nada, continua, miúdo [risos]"", lembra Deyverson, que não conseguiu levar a camisola do português. "Queria ter trocado de camisola com ele, mas não foi possível. Não imaginam a quantidade de colegas e fãs a disputá-la após o jogo...", assegura.
