
David da Costa jogara sempre no Lens, foi internacional sub-21 por Portugal e agora desbrava o sonho americano na MLS
David da Costa trocou o clube da vida, o Lens, ao fim de 11 anos, pelo Portland Timbers, estando o português de 25 anos, internacional sub-21 no consulado de Rui Jorge, a provar o encanto da MLS, vestindo a camisola 10. Ligado ao regresso da equipa gaulesa à Ligue 1, fazendo três campanhas como peça importante, o médio assumiu outro repto, acabando por reagir favoravelmente ao convite norte-americano.
"Não sei se foi o melhor seguimento, nunca saberemos, mas pareceu-me o melhor convite. Escolhi abraçar esta nova etapa, estou muito contente em Portland. O meu primeiro pensamento era continuar na Europa mas, após falar com as pessoas do clube, conhecer a cidade e também o estádio, identifiquei-me muito e decidi vir sem hesitar. Sinto-me realizado", conta David da Costa, que atuou em 39 jogos, marcando cinco golos e fazendo sete assistências no seu ano de estreia na MLS.
Vive, agora, a preparação da segunda temporada. "Quero continuar a crescer, ser mais consistente, com foco no clube. Trabalhar para evitar mais lesões, pois ainda estou a recuperar, e fazer o máximo de golos e assistências", confessa o criativo, que defrontara Messi em França, aguardando esse choque nos Estados Unidos. "Não joguei contra ele, porque somos de conferências diferentes. Mas vi os seus jogos, segui muito o que fez no Inter de Miami. Com a idade que tem continua a ser incrível, é muito difícil de o parar. O rendimento é absurdo", admite David da Costa, que sempre pontuou o argentino como o ídolo.

Sobre uma América em brasas, em polvorosa, agitada nas ruas e pelas políticas de Trump, o português refugia-se na sua realidade. "Não conheço muito do país ainda. Em Portland estou bem, percebo que algumas cidades estão mais perigosas. Mas esta cidade é incrível, as pessoas são muito simpáticas e acolhedoras", revela David, lembrando o seu tempo encantado nos sub-21, reencontrando as raízes.

Reconhece que ser escalonado para a Seleção principal é sonho distante. "Passar pelos sub-21 foi uma grande experiência e um tremendo prazer. Ficaram algumas amizades com o Tiago Dantas, Tiago Djaló ou Nuno Tavares. Ainda falamos. É algo que segue na minha cabeça, mas sei que será complicado, jogando aqui na América. Importante é ter confiança no processo."

