Cristiano Ronaldo, os segredos da longevidade e uma comparação com LeBron e Tom Brady

Cristiano Ronaldo, craque do Manchester United
AFP
Declarações do craque do Manchester United e da Seleção Nacional em entrevista à ESPN Brasil.
Cuidar do corpo, física e mentalmente: "Geneticamente, não vou dizer 25 para não exagerar, mas sinto-me como se tivesse 30 anos. Cuido bastante do meu corpo e da minha mente. Foi algo que aprendi nos últimos anos: depois dos 33, o corpo vai continuar a respeitar quando precisares dele, mas a batalha mais dura é mental. Passas por várias coisas para conseguires manter o alto nível. É o mais difícil. Estou focado no aspeto mental, porque sei que o corpo vai aguentar, porque respeito muito o corpo e dou-lhe muitos mimos."
Cristiano Ronaldo (36 anos) como LeBron James (37 anos, NBA), Tom Brady (44, NFL) e Roger Federer (40, ténis), em termos de longevidade? "Eu acho que é um ponto muito diferente. São jogadores de muita longevidade, mas noutras modalidades é diferente. Não há, na minha opinião, tanta sobrecarga como no futebol. Eles têm também um maior período de recuperação. Costumam ter três meses de férias... No ténis, é mais intenso, viajam mais... Bom, não quero falar, mas já pensei nisso também. Eu gosto muito de estudar. A longevidade é algo que me fascina no que tenho vindo a estudar nos últimos tempos. Mas não é o que quero falar aqui. Fico muito feliz por ser um jogador que tem mostrado que a longevidade tem sido um fator crucial para eu continuar a jogar, desfrutar e continuar com um nível de desempenho bom."
Meta: "Estou feliz, quero continuar e ver no que vai dar. Se chego aos 40 anos a jogar, 41, 42... Mas o mais importante é desfrutar o momento."
Segredo para estar tanto tempo entre os melhores do mundo: "Ter a inteligência de ler um jogo. A experiência dá-nos isso. E tenho experiência, conheço o meu corpo. Sei quando posso ir, quando não posso. No meu ponto de vista, a capacidade que temos de ter é a adaptação. É a palavra mais adequada para o jogador de futebol conseguir jogar por muitos anos. Eu consegui ter esse equilíbrio. Saber adaptar a cada idade uma nova filosofia de jogo, do corpo, da mente... Consegui, com alguma inteligência da minha parte, aprender cada vez mais, e sinto-me orgulhoso por as pessoas continuarem a dizer que o Cristiano com 37, 38 continua a manter o nível que nos habituou. Isso não é para todos, é dedicação de muitas horas diárias, semanais, mensais, anuais e estar a competir com esses jovens de 20 anos... Por isso sinto orgulho e quero continuar."
