Cesc recorda etapa com José Mourinho: "Jogou com a minha mente. Foi impactante"

Cesc e Mourinho no Chelsea
Em entrevista, o antigo jogador e agora treinador dos juniores do Como descreveu ainda Arsène Wenger e Pep Guardiola
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Cesc Fàbregas, antigo campeão do mundo e da Europa pela Espanha, pendurou as botas aos 36 anos e encontrou no treino uma nova paixão. A propósito da sua nova etapa como treinador (orienta os Sub-19 do Como), Cesc comentou como foi trabalhar com alguns dos melhores treinadores da história, casos de Arsène Wenger, Pep Guardiola e José Mourinho.
"Mou mandava-me mensagens. Falava comigo todos os dias. A sua atitude deixou claro que eu era um dos jogadores mais importantes do plantel. Era um tipo de confiança diferente da que eu tinha tido com Arsène Wenger. Foi impactante. Ele jogou com a minha mente de uma forma que ninguém tinha feito antes, e acho que isso trouxe o melhor de mim. Joguei muito bem com ele", afirmou, em entrevista ao The Coaches Voice.
"Quando falei com Pep no Barcelona, mesmo antes de assinar o contrato, ele disse-me o que queria de mim: jogar de uma forma em que entrássemos todos os 'pequeninos' da equipa. Eu tinha jogado com Xavi e Andrés Iniesta na seleção espanhola e, juntamente com Leo Messi, tínhamos todos passado pelas camadas jovens do Barcelona. Pep queria que eu jogasse da mesma forma. Acho que ele confiava no sentimento que eu e o Leo tínhamos entre nós. Já nos conhecíamos há muito tempo e compreendíamo-nos muito bem, tínhamos uma boa ligação. No entanto, em termos de caráter, Pep era diferente. Arsène tinha sido amigável e próximo dos jogadores, mas Pep mantinha uma distância muito maior. Podia ser um pouco mais agressivo na sua mensagem, mas era algo que funcionava muito, muito bem para ele", prosseguiu.
E foi com Arsène Wenger que começou a carreira profissional no Arsenal, muito jovem: "Wenger era uma pessoa a quem se podia recorrer em busca de liderança, porque se sabia que ele tinha um plano para nós. Podíamos confiar-lhe absolutamente tudo, independentemente do que fosse. Ele sempre me tratou como se eu fosse filho dele. Era esse o sentimento que todos nós tínhamos, enquanto jogadores. Confiávamos nele, e essa confiança era recíproca: ele confiava em mim em campo".
Cesc abordou também a transição do relvado para o banco de suplentes: "Ao longo dos meus 20 anos ao mais alto nível, entrei um pouco em pânico ao pensar no dia em que teria de pendurar as chuteiras. Mas, ao treinar, encontrei a minha paixão. Está a fazer-me olhar para o futebol de uma forma totalmente nova e está a tornar esta transição para a vida depois de jogar um pouco mais fácil."
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