
Jornal britânico afirma ter na sua posse documentos que provam pagamentos no valor de 3,6 milhões de euros feitos por Mohamed bin Hamman na compra de votos a favor na candidatura do Catar.
A edição deste domingo do diário britânico Sunday Times destapa o caso de corrupção referente à atribuição pela FIFA do Mundial e 2002 ao Catar, com o jornal a adiantar que dispõe de documentos a comprovarem que Mohamed bin Hamman, antigo presidente da Confederação Asiática de Futebol (AFC) e membro executivo da FIFA, pagou 3,6 milhões de euros para comprar os votos de outros dirigentes, de modo a garantir a vitória da candidatura do seu país.
Refira-se que em 2011 Hamman, que chegou a disputar com Joseph Blatter as eleições para a presidência da FIFA, foi irradiado do futebol pela Comissão de Ética da FIFA dos cargos que então ocupava (membro executivo do organismo e presidente da AFC), acusado de comprar, para essa corrida eleitoral, os votos da Confederação de Futebol do Caribe.
Segundo o Sunday Times, no período que antecedeu a votação de Dezembro de 2010 em favor da organização do Mundial'2022 pelo Catar, Mohamed bin Hamman fez lobby pelo seu país, pagando avultadas quantias a membros executivos da FIFA representantes de África, Oceania e não só, para depositarem o seu na candidatura do Catar.
