Carlos Queiroz diz que Portugal "tem direito de sonhar" no Mundial'2026

Seleção Nacional
AFP
Antigo selecionador nacional tem "as melhores expectativas" para Portugal no Mundial'2026
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O treinador português de futebol Carlos Queiroz, que comanda a seleção de Omã, afirmou esta quarta-feira ter as "melhores expectativas" para Portugal no Campeonato do Mundo de 2026.
"Eu estou convencido de que o potencial de sucesso do futebol português e a possibilidade de chegar àquilo que todos ansiamos, que é ganhar o título mundial, tem vindo a crescer. Este talvez seja o ano mais privilegiado. As expectativas são as melhores e temos o direito de sonhar", disse Carlos Queiroz, durante o 40.º aniversário da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), em Matosinhos.
O treinador, de 72 anos, que está a viver a oitava experiência numa seleção nacional, depois de passagens pelo Catar, Egito, Colômbia, Irão, Portugal, África do Sul e Emirados Árabes Unidos, encontra na equipa das quinas "profundidade em todas as posições", mas não esconde que o fator sorte é sempre determinante nestas competições.
Portugal integra o Grupo K do Mundial'2026, juntamente com Uzbequistão, Colômbia e o vencedor do caminho 1 do play-off intercontinental (com Jamaica, Nova Caledónia e RD Congo).
"A classe e a competência da nossa equipa é indiscutível e, portanto, não podemos pensar que só os outros é que podem chegar a esses lugares. Depois é ver se temos essa pontinha de sorte para chegar ao título", contou Queiroz, antigo técnico de Sporting e Real Madrid, que já esteve em quatro Campeonatos do Mundo, com Portugal, em 2010, e o Irão, em 2014, 2018 e 2022.
Relativamente ao trabalho que tem vindo a ser feito pela ANTF, Queiroz resumiu em duas palavras: "vale a pena".
O técnico que levou Portugal aos títulos mundiais de sub-20 em 1989 e 1991 reconhece que "não foi um trajeto simples", mas realça que o "presente e futuro do futebol português" o enchem de "orgulho".
O antigo futebolista e treinador do Benfica Toni também marcou presença na gala e também abordou do "caminho de pedras" que os treinadores fizeram até ao dia de hoje.
"Muitos ajudaram e contribuíram para que a ANTF seja o que é hoje. Penso que há algo de inato em todos em todos os que escolhem esta profissão. Há três fatores que estão sempre presentes: liderança, conhecimento e comunicação", referiu.
Toni enalteceu ainda a importância do "reencontro de gerações" de figuras do futebol nacional neste tipo de eventos.
A gala do 40.º aniversário da ANTF decorre hoje, no edifício do Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, em Matosinhos, onde vai ser homenageada a Seleção portuguesa de 1966, que conseguiu a melhor classificação lusa de sempre num Mundial, ao terminar em terceiro, mas também os treinadores e selecionadores que se destacaram no ano passado.
Entre os homenageados estão Roberto Martínez, vencedor da Liga das Nações, Bino Maçães, campeão da Europa e do mundo de sub-17, Alan Cavalcanti, que ergueu a Liga Europeia feminina de futebol de praia, e José Luís Mendes, que conquistou o título europeu de futsal de sub-19, assim como Luís Conceição, que levou a seleção feminina de futsal à final do Mundial.

