Bruma em entrevista exclusiva a O JOGO: "Troquei demasiadas vezes de clube"

Bruma, jogador do PSV
EPA
Atual jogador do PSV fala ainda sobre o Ajax, adversário do Benfica na Champions.
Desde que saiu do Sporting, em 2013, Bruma ainda não parou, vivendo experiências em diferentes países. Da Turquia aos Países Baixos, passando pela Alemanha, Espanha e Grécia, o extremo português não fixou residência.
A experiência adquirida nos "vários campeonatos tem sido positiva", defende o jogador, mas também admite que chegou a hora de estabilizar e tornar a sua carreira mais consistente.
Tem tido um trajeto de altos e baixos, com muitas mudanças de clubes que não o têm ajudado a estabilizar. Não lhe parece que está a precisar de dar uma maior consistência à sua carreira?
- Concordo, troquei demasiadas vezes de clube. Agora, quero ficar por aqui. Tenho contrato até 2025. Quero desfrutar, sinto-me bem na Holanda, estou feliz e a minha família também. No fundo, isso é o mais importante.
Um dos momentos marcantes do PSV esta temporada foi a eliminatória contra o Benfica, no playoff da Champions. Ainda pensam nesse jogo?
-Custou muito ser eliminado pelo Benfica, foi um golpe duro. Tínhamos depositado muitas esperanças nessa eliminatória. Estivemos bem no jogo em Eindhoven, fizemos tudo para ganhar, mas o Benfica também jogou bem e acabou por seguir para a fase de grupos da Champions. Fez o seu jogo, tinha a sua estratégia definida e conseguiu seguir para a Liga dos Campeões. Parabéns e espero que consigam ir o mais longe possível, até porque tenho lá vários amigos, alguns deles da Seleção Nacional.
Conhece bem o Ajax, rival do PSV na liga. O que tem de fazer o Benfica para eliminar este adversário, nos oitavos da Champions?
-Não vale a pena inventar: o Ajax é uma grande equipa. Hoje em dia, jogam de igual para igual com qualquer adversário. O Benfica terá muitas dificuldades, mas também tem as suas possibilidades porque tem muitos jogadores que podem desequilibrar. Do meu ponto de vista, terão de travar a dinâmica dos médios e impedir que os extremos embalem, sobretudo o Antony, que gosta muito de ir para cima dos adversários. Fechem o meio-campo e travem os alas, se assim for, haverá cinquenta por cento de possibilidades para cada uma das equipas. Agora, temos de admitir que o Ajax é um osso duro de roer.
Agora tem Carlos Vinícius desse lado. Como tem sido a convivência com ele? Falam muito sobre o Benfica?
- Sim, algumas vezes falamos sobre o Benfica, sobretudo após os jogos. Ele vê quase todas as partidas do Benfica e no final trocamos algumas ideias. De uma coisa podem ter a certeza: vamos ficar os dois a torcer pela vitória do Benfica contra o Ajax.
"É uma tristeza jogar num estádio sem público"
No campeonato neerlandês, a Eredivisie, voltaram a fechar as portas dos estádios aos adeptos por causa da pandemia. É frustrante jogar semana após semana em estádios sem público?
- Nem me fale nisso. É uma tristeza jogar sem público nos estádios. As equipas também se alimentam disso. Mas é a nova realidade que estamos a viver e temos de nos adaptar.
Nesta fase seria importante para ao PSV contar com o apoio dos adeptos, até porque está a dois pontos do Ajax, primeiro classificado?
- Os adeptos são importantes em qualquer circunstância. Mas é evidente que estando na luta pelo título ainda mais. Seriam um empurrão para nos mantermos na disputa.
