
Apesar dos mais de 1200 trabalhadores emigrantes que já morreram na construção das estruturas do torneio, o presidente da FIFA acha "fantástico" o empenho do país organizador para melhorar as condições sociais
O emir do Catar, xeique Tamim bin Hamad al-Thani, debateu, esta quinta-feira, com o presidente da FIFA, Joseph Blatter, o processo de organização do Mundial de futebol de 2022, que se vai realizar naquele país e que está a gerar grande polémica, devido às condições desumanas em que vivem - e morrem - os operários que estão a construir as estruturas que hão-de acolher o torneio. Segundo a Confederação Sindical Internacional, mais de 1200 emigrantes já perderam a vida, mas, apesar dessa denúncia, Blatter só tem elogios para o se está a passar no Qatar.
De acordo com a agência de notícias estatal QNA, o debate abrangeu vários assuntos, mas centrou-se "nos preparativos e na demonstração dos progressos realizados com vista à organização do evento que se vai realizar em 2022".
A FIFA, através do sítio oficial na Internet, adiantou que foram também discutidas reformas nas condições de trabalho dos emigrantes, cujos direitos a comunidade internacional denuncia estarem a ser de violados.
"É fantástico observar o empenho do Catar em utilizar o Mundial de 2022 como plataforma para a melhoria das condições sociais e promover o país e a região", assinalou Blatter.
