As causas da saída de Xabi Alonso do Real Madrid: má preparação física, gestão de Vinícius Jr. e derrotas marcantes

Xabi Alonso
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Derrotas seguidas em dezembro com Celta de Vigo e Manchester City começaram a desenhar o desfecho que o clássico de domingo confirmou. Clube já mudou elemento no departamento médico e Antonio Pintus, que trabalhou com Zidane e Ancelotti, volta a ser o preparador físico
Xabi Alonso foi despedido esta segunda-feira do comando técnico do Real Madrid, um dia depois de perder a final da Supertaça de Espanha para o Barcelona (3-2), e a imprensa espanhola já esmiuçou as causas que levaram a esta decisão do emblema merengue presidido por Florentino Pérez.
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Garante o AS que a direção do Real Madrid já colocava em causa a continuidade do treinador há semanas, desde as derrotas com Manchester City e Celta de Vigo no início de janeiro, e tinha inclusivamente pedido uma mudança na dinâmica em termos de preparação física, com muitas lesões a serem um sinal preocupante. Xabi Alonso estaria também cada vez mais distanciado do grupo (refira-se que nas mensagens de despedida dos jogadores destaca-se a curta dedicatória de Carvajal, de serviços mínimos, e a ausência de qualquer palavra de Vinícius Jr.) e segundo a análise da cúpula diretiva, não dava sinais de conseguir dar a volta à situação. A relação com Vinícius Jr., que constantemente substituía durante os jogos, também era mal vista por Florentino Pérez.
O jogo com o Barcelona de domingo poderia manter Xabi Alonso mais algumas semanas no cargo, mas não era uma garantia de continuidade a longo prazo. Ao invés, a derrota precipitou a sua saída.
O clube já tinha mesmo começado a desenhar o futuro da estrutura, adicionando Miko Nihic à equipa médica e, agora, avança para o regresso do preparador físico Antonio Pintus (que esteve nas equipas técnicas de Zidane e Ancelotti), que foi substituído por Xabi Alonso, no início da temporada, por Ismael Camenforte.

