
Victor Osimhen representa atualmente o Galatasaray
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Palavras fortes de Victor Osimhen, agora no Galatasaray
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Victor Osimhen cumpre a segunda temporada no Galatasaray, depois de brilhar com a camisola do Nápoles. Apesar dos golos marcados, nem tudo foram rosas para o avançado nigeriano em Itália, que recordou a publicação de um vídeo no TikTok do emblema da Serie A a ridicularizar o jogador, a propósito de um penálti falhado.
"Sinto muito pelos adeptos, porque qualquer jogador que falha um penálti pode ser ridicularizado por isso. Mas o Nápoles só fez isso comigo. Fui vítima de insultos racistas e tomei a minha decisão, e por isso queria sair de lá. Na verdade, apaguei as fotos com a camisola do Nápoles e isso apesar de a minha filha ser, para mim, mais napolitana do que nigeriana", afirmou, citado pelo jornal Gazzetta dello Sport.
"Tínhamos um acordo de cavalheiros com o presidente De Laurentiis, segundo o qual no verão seguinte eu poderia sair, mas do outro lado o compromisso não foi totalmente cumprido. Tentaram mandar-me para jogar em todo o lado, trataram-me como um cão. 'Vai para aqui, vai para ali, faz isto, faz aquilo...' Trabalhei muito para construir uma carreira e não poderia aceitar tal tratamento. Não sou um fantoche. Dizia-se que não me queriam na equipa. A sério? Que treinador, naquele momento, não me quereria? Assim que chegou, [Antonio] Conte chamou-me ao seu gabinete e disse-me que estava ciente da situação, mas que, apesar de tudo, queria que eu ficasse. Expliquei-lhe que ficaria feliz em trabalhar com ele, mas que já tinha feito a minha escolha: não queria continuar a trabalhar num sítio onde não me sentia feliz", recordou.
"Ninguém se desculpou publicamente pelo que aconteceu. Depois daquele famoso vídeo, De Laurentiis ligou-me várias vezes. E só. Entretanto, corriam rumores de que eu chegava atrasado aos treinos, que discutia com os meus colegas de equipa. Tudo isso são mentiras. Lamento pelos adeptos, mas compreendo-os e admiro-os: eles apoiam o clube sempre e em todas as circunstâncias. Para eles, o Nápoles está acima de tudo. Hoje poderia estar noutros dois clubes de topo da Serie A. Antes de começarem as negociações com o Galatasaray, Giuntoli [então diretor desportivo da Juventus] ligou-me para me levar para a Juve. Falei com várias pessoas do clube, eles mostraram interesse, mas eu sabia que ele [De Laurentiis] não me deixaria ir. De qualquer forma, o interesse existiu. E quando a Juve te chama, independentemente de tudo, tens de sentar e ouvir", rematou.

