Acusação de racismo na LaLiga: Rafa Mir terá dito "vieste num barco pequeno" a Omar El Hilali

El Hilali, defesa do Espanhol, apontou o dedo acusador a Rafa Mir, do Elche
EPA
Omar El Hilali imputou a Rafa Mir a frase "vieste num barco pequeno", em alusão à chegada de migrantes do norte de África à costa espanhola. Defesa marroquino do Espanhol dirigiu-se ao árbitro do jogo, acusando o ponta-de-lança do Elche de insulto racista. Protocolo para estes casos foi ativado e o encontro esteve parado durante três minutos.
Alguns dias depois do episódio entre Prestianni e Vini Jr. no Estádio da Luz, com o brasileiro do Real Madrid a acusar o argentino do Benfica de ter-lhe chamado macaco, o protocolo antirracismo voltou, no domingo, a ser acionado, desta vez no Estádio Martínez Valero, palco do jogo entre o Elche e o Espanhol, a contar para a 26.ª jornada de La Liga. O defesa marroquino Omar El Hilali acusou Rafa Mir de ter proferido um insulto racista, denunciando a situação ao árbitro, que ativou o protocolo e originou uma paragem de três minutos. O caso vai agora seguir os trâmites normais de investigação.
Por enquanto, já se conhece o relatório do árbitro, que mencionou a denúncia do defesa do Espanhol contra o ponta-de-lança do Elche. "Ao minuto 78, o jogador número 23 do Espanhol comunicou-me que o jogador número 10 do Elche dirigiu-se a ele nos seguintes termos: "vieste num barco pequeno", algo que não foi ouvido por nenhum dos elementos da equipa de arbitragem". A acusação denunciada por Omar El Hilali faz referência aos milhares de migrantes, sobretudo do norte de África, que tentam chegar à costa espanhola em pequenos barcos.
No final do jogo, que terminou com um empate a dois golos - após ativado o protocolo antirracismo, foi Rafa Mir que marcou o penálti que definiu o resultado -, o treinador Eder Sarabia, do Elche, falou do tema. "Nestas coisas temos de ser claros, se vamos, vamos com tudo. E só assim podemos julgar a situação. Caso contrário, estaremos no campo das suposições. Ninguém tem a informação clara. Se a tenho, não sinto problemas em dar a minha opinião. Não gosto deste tipo de coisas no desporto, não vale qualquer coisa para ganhar. Devemos dar melhores exemplos no futebol. Às vezes, ao taparmos a boca é porque estivemos expostos e fomos prejudicados".
Manolo González, treinador do Espanhol, também deu a sua versão. "Não posso dizer muito porque não falei com o jogador. Entendo que é um insulto racista. Omar nunca parou um jogo por algo assim, daí acreditar nele. Há que acabar com todos os insultos nos campos de futebol, não só os racistas".

