A análise à última conferência de imprensa de Rúben Amorim no Manchester United

Rúben Amorim
EPA
Jornalista inglês Chris Wheeler, que esteve na sala de imprensa após o empate do Manchester United com o Leeds, abordou as palavras do treinador português
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Rúben Amorim, que esta segunda-feira foi despedido do comando técnico do Manchester United, "perdeu a cabeça" na conferência de imprensa após o empate com o Leeds, no domingo, por 1-1, percebendo-se a tensão com a estrutura dos "red devils". Chris Wheeler, jornalista inglês que assistiu às declarações na sala, já havia vaticinado a saída do treinador português. "Entrou na conferência de imprensa e provocou uma enorme tempestade com um desabafo que lhe pode custar o emprego. Estava quase a terminar de falar quando foi confrontado com uma última questão, e aquilo que se seguiu foi uma reflexão que deixou toda a gente de queixo caído e que o deixa com pouquíssima margem de manobra para o que aí vem. Durou apenas quatro jogos após desafiar publicamente a direção. Mas as palavras de Rúben Amorim são mais prejudiciais", começou por dizer.
"E Amorim estava apenas a começar. A próxima bomba dizia respeito ao seu título de treinador principal e transparecia alguma frustração por não ter o mesmo controlo da equipa que é dado aos 'managers'. Estaria a falar de transferências, de táticas, das escolhas da equipa? Ou de tudo junto? Ficou claro, pelos comentários, que tem estado cada vez mais irritado com as condições de trabalho. E expôs isso com brutal honestidade. É difícil imaginar que Jim Ratcliffe e os seus executivos aceitem isto de forma passiva. Rúben Amorim precisou de garantias sobre o seu emprego quando chegou ao fundo do poço em janeiro do ano passado [2025], mas essas eram as palavras de um homem irritado, não de um homem desesperado", concluiu.

