Exclusivo CAN não mata, mas mói: os efeitos da perda de jogadores a meio dos campeonatos

CAN não mata, mas mói: os efeitos da perda de jogadores a meio dos campeonatos
Filipa Mesquita | Rodrigo Cortez

Depois de um interregno em 2019, quando teve lugar no verão, a CAN volta a tirar jogadores aos clubes cujas competições não param. Um estudo da UEFA reconhece que a cedência de futebolistas "tem um impacto negativo" no desempenho das equipas, mas não é decisivo nas mesmas

A CAN volta este ano a ser disputada no início do ano civil, depois de um interregno em 2019, quando foi realizada em junho e julho. Um fator que ameaça perturbar algumas equipas europeias, que a meio da realização das provas internas (campeonatos, taças e taças da liga) se veem privadas de ativos dos respetivos plantéis. Algo que também se verificou em 2017 e nas edições anteriores, se bem que, como O JOGO averiguou, os efeitos não tenham sido assim tão nefastos como à primeira vista se poderia pensar.

Segundo um estudo realizado para a UEFA pelo espanhol Levi Pérez, entre as edições de 2004 e de 2017, foram utilizados 488 jogadores diferentes (alguns em mais de uma edição) de 201 clubes das seis principais ligas europeias, incluindo a portuguesa. Os resultados das equipas em causa foram passados a pente fino por Pérez, que chegou à conclusão que "os resultados sugerem que a cedência de jogadores para a CAN tem um impacto negativo nos desempenhos das equipas", nomeadamente naquelas que perdem "mais futebolistas", ficando assim "em desvantagem" em relação às outras. O espanhol salienta, apesar disso, que o impacto geral em cada liga, enquanto um todo, "é pequeno", uma vez que os ausentes são substituídos por atletas que também querem mostrar valor e que muitas vezes acabam por conseguir compensar bem a ausências.