
Carlo Ancelotti explicou que treinar e criar um espírito de grupo passou a ser mais difícil devido às novas tecnologias
Carlo Ancelotti não é grande fã de smartphones e novas tecnologias - às quais estão atreladas redes sociais como Facebook, Instagram, Twitter e derivados - porque entende que elas estão a minar o trabalho dos treinadores e o esforço que estes fazem para criar um espírito de grupo nas equipas. "Tornou-se mais complicado porque existe o fenómeno a que chamo de solidão dos smartphones; os jogadores isolam-se com os telefones", vincou em entrevista ao "Suddeutsche Zeitung".
Treinador do Bayern Munique explicou que estágios deixaram de fazer sentido: era suposto servirem para reforçar laços de amizade, mas os jogadores deixaram de falar uns com os outros
"É por isso que evito fazer estágios; alguns ficariam três horas colados ao ecrã. Quando eu era jogador, os estágios serviam para falarmos, trocarmos ideias, para estarmos juntos. Jogávamos às cartas, pingue-pongue, mas, acima de tudo, falávamos uns com os outros. Agora, isso só acontece quando estão juntos à mesa", rematou o treinador do Bayern Munique, equipa onde joga Renato Sanches, que, se por acaso tiver recebido um telefone novo no Natal, o melhor mesmo será deixá-lo longe da vista do técnico italiano...
