
Anthony Vanden Borre deixa o futebol aos 29 anos, após 13 épocas de carreira marcadas por polémicas
As lesões e uma enorme capacidade para armar confusões apressaram o fim precoce da carreira de um internacional belga nascido para ser um craque. Anthony Vanden Borre, de 29 anos, lateral-direito, com estreia na principal equipa do Anderlecht aos 16 anos, vai anunciar o final do percurso profissional. Ao fim de 13 anos, admite que tanto o corpo como a cabeça já não suportam o futebol de alto rendimento.
Depois do Anderlecht, passou por Fiorentina, Génova, Portsmouth, Genk e Tavria Simferopol antes de regressar ao emblema de Bruxelas, em 2013. Por todo o lado impôs uma personalidade forte, um discurso muitas vezes incorreto e polémico, mas, na maior parte dos casos, um carimbo de bom futebol.
O regresso ao Anderlecht deste internacional belga nascido na República Democrática do Congo (ex-Zaire) começou por ser um êxito e até foi convocado para o Mundial do Brasil, onde se lesionou.
Estreou-se na primeira equipa do Anderlecht aos 16 anos e aos 29 retira-se como se fosse um veterano e de mal com o mundo. No Mundial"14, no Brasil, ainda era um dos imprescindíveis da Bélgica
A partir de 2014, a carreira entrou em declínio. Deixou de ser opção, pegou-se com o treinador, foi remetido para a equipa B e armou bronca, ao ponto de ter afirmado: "Não devo nada a ninguém neste clube, trabalhei enormemente para regressar ao meu nível. O sr. Herman Van Hols-beeck [manager] foi o único a dar-me um pouco de apoio no Anderlecht. Não senti nenhum apoio no balneário, onde há bichas que têm medo. Não tenho nenhum amigo no balneário."
No início desta época foi emprestado ao Montpellier, mas também não conseguiu impor-se e decidiu que a carreira está no fim. Os jornais belgas já o anunciaram, falta a confirmação oficial.
