"Acho que se fôssemos ao Jamor acabava a carreira este ano"

"Acho que se fôssemos ao Jamor acabava a carreira este ano"
Redação com Lusa

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Declarações de Rui Santos, treinador do Estrela da Amadora, após a vitória frente ao Farense (2-0), na terceira eliminatória da Taça de Portugal.

Segredo: "O segredo [da vitória] foi a forma absolutamente natural como encarámos o jogo. Tivemos a coragem de não mudar nada: não mudámos o modelo ou a ideia de jogo e colocámos a equipa a jogar da forma que achamos melhor para estes jogadores. Não tivemos medo, isso é o pior que pode acontecer contra estas equipas. Conseguimos ter a nossa identidade, fizemos um belíssimo jogo e tivemos as melhores oportunidades. Penso que é uma vitória justíssima da minha equipa".

Tomba-gigantes: "Os jogadores não estavam nervosos ou ansiosos e isso vem da forma como preparámos o jogo, não o fazendo mais difícil do que ele já é. Por vezes, pela forma como comunicamos ainda o tornamos mais difícil. Tomba-gigantes? É um orgulho fantástico, mas esta vitória não é minha, é de muita gente: dos jogadores, essencialmente; da equipa técnica, que me ajudou muito; e de toda a estrutura, que tem feito um trabalho gigantesco e proporcionado todas as condições".

Sobre a vitória na Taça de Portugal em 1990: "Temos uma equipa extremamente jovem e 95% dos jogadores não eram nascidos em 1990, embora hoje seja muito fácil pesquisar. Claro que falámos sobre isso, mostrámos hoje um vídeo e, por verem as imagens das ruas cheias de gente e o Estádio Nacional esgotado, muitos deles só hoje tiveram noção do grande clube que estão a representar".

Sobre o futuro na prova: "Vamos agora ter de fazer seis jogos em 18 dias. Com esta estrutura e jogadores, vamos acreditar que é sempre possível. Tenho perfeita consciência de que o jogo com o Anadia pode ser mais difícil do que este. O Anadia é uma boa equipa e lidera a sua série. Sonhar toda a gente sonha e se fossemos ao Jamor acho que acabava a carreira este ano".