"FC Porto? Jogava a primeira parte e na segunda ia para a bancada"

"FC Porto? Jogava a primeira parte e na segunda ia para a bancada"

Líder dos Super Dragões é a cara mais conhecida dos gaienses e almeja jogar com o FC Porto nas "meias". No entanto, o encontro desta quinta-feira é, no imediato, o "mais importante" da carreira.

Fernando Madureira é a cara mais conhecida do Canelas, não fosse o avançado dividir o futebol com a liderança dos Super Dragões, claque do FC Porto. Os gaienses vão defrontar precisamente os portistas, caso passem às meias-finais e, se tal acontecer, Madureira cumprirá o tão ansiado sonho de jogar no Dragão, embora nem lhe passe pela cabeça a possibilidade de eliminar os azuis e brancos. "Não me estou a ver a arrumar o FC Porto. O meu sonho é jogar no Dragão, jogaria a primeira parte e na segunda ia para a bancada liderar os Super Dragões", contou, sem medo que isso possa ser motivo de debate. "Sou um ser livre. Posso perfeitamente amar o FC Porto e ser do Canelas", rematou.

No entanto, Madureira deixou bem claro que a cabeça do Canelas está única e exclusivamente no Fontelo e que, por isso, o jogo de hoje será "no imediato" o mais especial da carreira. "Se passarmos, o encontro mais importante será o do Dragão mas, no imediato, o mais importante é este com o Ac. Viseu. Sabemos que eles têm melhores jogadores, mas tudo iremos fazer para realizarmos o sonho", garantiu.

Em 2017, o Canelas foi rotulado de "equipa mais violenta do mundo" pelos jornais espanhóis "AS" e "Marca" e essa fama chegou, inclusive, ao Brasil e Estados Unidos. O capitão dos nortenhos assegura que essa imagem ficou para trás. "O jogo da Sertã [da eliminatória anterior] acabou com essas dúvidas, por ter dado na televisão. Temos qualidade de jogo e o nosso ADN passa por nunca darmos um lance por perdido", explicou.

O Canelas está em décimo na Série B do Campeonato de Portugal e o futuro passa por estabilizar o clube no terceiro escalão. "Vivemos com a ajuda de patrocínios e esta campanha na Taça também traz benefícios financeiros", esclarece. Pensar em algo mais, só com investidores. "Para pensarmos noutros voos, teríamos de criar uma SAD. Vamos ao Lourosa ou ao Arouca e até ficamos a olhar uns para os outros quando temos conhecimento dos orçamentos desses clubes."