Premium Elvis, o herói do Sintra Football: "Tenho de manter este trabalho para pagar as contas"

Elvis, o herói do Sintra Football: "Tenho de manter este trabalho para pagar as contas"
Rodrigo Cortez

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Elvis tem o nome do "rei do rock"n"roll", mas para pagar as contas e poder continuar a jogar futebol tem que dar no duro oito horas por dia num armazém

Foi entre lágrimas e soluços que Elvis falou aos jornalistas logo a seguir à impensável vitória do Sintra Football sobre o V. Guimarães, para a Taça de Portugal. Eleito como melhor em campo, o avançado nascido no Brasil confessava então: "Estou emocionado pelo esforço que faço todos os dias para vir treinar. Tenho de acordar bem cedo depois de oito horas de trabalho no dia anterior. Chego a casa já depois da uma da manhã e acordo às 7h30 para vir para o clube. Isso tudo emociona-me. Isso e o facto de querer dar um futuro melhor para a minha família. Penso sempre no futuro do meu filho. Quero o melhor para ele e por isso esta emoção, quando penso nisso e no esforço que faço todos os dias para estar aqui."

Este domimgo, mais a frio, Elvis recebeu O JOGO no seu local de trabalho, um armazém em Vialonga onde faz de tudo um pouco. "Carrego, descarrego e acarto material. Também conduzo uma empilhadora, que é a parte mais fácil, ou pelo menos a que cansa menos", conta, sobre um trabalho bem exigente. "Desde ferros para obras, a cabos ou a caixas de fruta, carrego todo o tipo de materiais. É um ofício muito físico e que cansa bastante", conta, explicando ainda que "às vezes não há empilhadoras disponíveis e então temos de ser duas pessoas a arrastar paletes que pesam centenas de quilos".