Presidente do São Pedro da Cova, Vítor Catão, suspenso por três anos e meio

Presidente do São Pedro da Cova, Vítor Catão, suspenso por três anos e meio
Rui Ferreira

o dirigente foi também punido por "incitamento à violência", "expressões ou gestos ameaçadores" e "protestar decisões de arbitragem", segundo o Regulamento de Disciplina da AF Porto.

O presidente do São Pedro da Cova, Vítor Catão, foi suspenso por três anos e meio pelo Conselho de Disciplina da AF Porto, em virtude de ter "agredido fisicamente" o árbitro Ricardo Carriço no jogo do clube gondomarense com o São Lourenço do Douro, a contar para a Taça da associação portuense e disputado a 30 de março. Além disso, o dirigente foi também punido por "incitamento à violência", "expressões ou gestos ameaçadores" e "protestar decisões de arbitragem", segundo o Regulamento de Disciplina da AF Porto.

A partida foi suspensa aos 60 minutos, quando a equipa marcoense fez o 1-0, lance que motivou o descontentamento da formação gondomarense e levou Vítor Catão a criticar a arbitragem, com Ricardo Carriço a mostrar-lhe o cartão vermelho. A agressão aconteceu pouco depois, no percurso para o túnel, obrigando a que o árbitro fosse transportado de ambulância ao hospital.

O São Pedro da Cova foi punido com pena de derrota por 3-0 e três jogos de interdição, por "danos e alteração da ordem e da disciplina", enquanto o jogador Jorgito foi suspenso por um ano por "agressão a elemento da equipa de arbitragem", segundo o comunicado da associação.

Recorde-se que, no ano passado, Vítor Catão foi acusado de um crime de sequestro, um de coação agravada, um de gravações ilícitas agravadas e um de ofensa à integridade física, assim como um crime de coação na forma tentada e três de ameaça simples ao empresário César Boaventura, num episódio que remonta a 2019, quando o dirigente invadiu o carro do agente nas instalações do São Pedro da Cova.