"Prefiro morrer a dizer que sou o Paulo Futre e tenho de estar à frente de outro português"

"Prefiro morrer a dizer que sou o Paulo Futre e tenho de estar à frente de outro português"
Alexandre Dionísio

O antigo internacional português recordou o susto que passou em finais de agosto.

Paulo Futre, antigo internacional português, concedeu esta quarta-feira uma entrevista exclusiva à TVI, na qual recordou o enfarte que sofreu no dia 25 de agosto, que obrigou a um cateterismo no hospital de Santa Maria, em Lisboa, depois de se ter sentido mal no final do funeral da mãe.

"Foi um susto terrorífico. Lutei como um autêntico guerreiro e deixei de fumar, nunca mais o faço. Não imaginam o orgulho que sinto em ser português", garantiu, antes de relatar o susto que viveu nesse dia.

"Começou-me a doer o peito, faltava-me o ar e depois passou para o braço. Quando chego ao Barreiro, o doutor ligou para Setúbal, mas não havia vaga. Ele disse: 'Tenho aqui um paciente de 56 anos'. Eu fico tão orgulhoso, prefiro morrer a dizer ao homem que sou o Paulo Futre e que tenho de estar à frente de outro português", sublinhou.

"Em Lisboa havia vaga para ser operado e estava lá o médico Pedro Cardoso, que foi o meu salvador mas que operava da mesma forma o português mais pobre", agradeceu Futre, que confirmou a sua presença no camarote presidencial do Atlético de Madrid, para a receção ao FC Porto, esta quarta-feira, a contar para a primeira jornada da Liga dos Campeões.