Mais de metade dos presidentes da I Liga na assembleia geral do organismo

Mais de metade dos presidentes da I Liga na assembleia geral do organismo
Melo Rosa | António Barroso

Contas de 2019/20, habilitações dos treinadores, mais Sub-23 inscritos nos campeonatos profissionais e uma permuta para nova sede em debate nas das assembleias gerais desta manhã

As duas assembleias gerais que a Liga de Clubes agendou para a manhã de hoje contam com as presenças de, pelo menos, nove presidentes das 34 sociedades desportivas com direito a voto, destacando-se as presenças de Pinto da Costa (FC Porto) e de António Salvador (Braga).

Entre máximos dirigentes dos emblemas da I Liga, nota ainda para Miguel Pinto Lisboa (V. Guimarães), António Silva Campos (Rio Ave), Paulo Meneses (Paços de Ferreira), Rui Pedro Soares (Belenenses SAD), Miguel Ribeiro (Famalicão), Vítor Murta (Boavista) e Francisco Dias da Silva (Gil Vicente).

Na primeira AG, com caráter ordinário, as sociedades desportivas irão votar o relatório e contas do organismo, relativo à época 2019/20, cujo exercício positivo rendeu 1,25 milhões de euros. Também vai ser votada a proposta de permuta da sede do organismo por outro prédio urbano para o mesmo fim.

A seguir, realiza-se uma AG extraordinária, para alteração de regulamentos, em que a Liga irá propor alterações regulamentares relacionadas com as habilitações dos treinadores dos dois principais campeonatos, assim como o aumento do número de jogadres sub-23 que podem ser inscritos por cada emblema.

Relativamente aos técnicos, o JOGO apurou que a medida, que será submetida à validação das sociedades desportivas do futebol profissional, surge pela mão da Direção do organismo suscitada pelo Instituto Portuguesa da Juventude e Desporto (IPDJ) e pela Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), passando a vigorar de imediato, caso seja aprovada por unanimidade.

A proposta incide sobre o artigo (2 do Regulamento de Competições, que prevê a habilitação dos treinadores principais das duas competições, que tem a seguinte prerrogativa: "(...) bastará que o treinador principal esteja a frequentar o curso para obtenção do grau exigido, devidamente comprovado por declaração emitida pela FPF e, no máximo, por seis meses".

O organismo presidido por Pedro Proença evoca o artigo do Regulamento Geral que permite alterações com a época em curso, desde que "as alterações regulamentares sejam aprovadas por unanimidade, com expressa menção da data ou prazo da respetiva entrada em vigor". Não havendo unanimidade, em caso de aprovação, a alteração só entra em vigor a partir da próxima temporada.