Tudo o que disse em tribunal César Boaventura, acusado de difamar Cássio

Tudo o que disse em tribunal César Boaventura, acusado de difamar Cássio

Empresário foi acusado por Lionn de tentar aliciar jogadores do Rio Ave antes de um jogo com o Benfica, em 2015/16. Em tribunal, falou a propósito de um processo de difamação que lhe foi instaurado por Cássio, guarda-redes brasileiro.

César Boaventura foi alvo de um processo por parte de Cássio, ex-guarda-redes do Rio Ave, que acusou o empresário de difamação na sequência de uma publicação no Facebook, a propósito de um jogo em que os vilacondenses perderam com o FC Porto por 5-0. No Tribunal de Esposende, Boaventura foi ainda acusado por Lionn de ter tentado aliciar vários ex-jogadores do Rio Ave antes de um encontro com o Benfica, referente à época 2015/16. Leia o que disse César Boaventura em tribunal, numa extensa declaração.

Sobre o texto publicado no Facebook: "Em momento algum editei qualquer texto que escrevi no Facebook. Em segundo, em momento algum coloquei qualquer vídeo. Essa página do Facebook, sendo eu, tal como o senhor Cássio, uma pessoa conhecida e figura pública com mais de 50 mil seguidores, não tenho tempo para gerir a rede social. Tenho mais duas ou três pessoas que gerem a rede social e fazem publicações alusivas ao futebol e à empresa. A empresa não se chama GIC, mas GIC England Lta., está sediada em Inglaterra, que é onde também tenho residência normal. Em momento algum quis e me referi no texto ao Sr. Cássio. Pelo contrário, é uma pessoa com quem me dou bem. A publicação escrevi, mas não a editei, como está aí descrito. E não coloquei qualquer vídeo na publicação. Nunca aludi a um vídeo. Nunca pensei colocar um vídeo. Quando a escrevi não estava acompanhada de qualquer vídeo. Tanto não acompanhei de vídeo, que não acusei ninguém diretamente. Aliás, refiro-me sim ao FC Porto e a essas trapalhadas que tinham sido públicas. Jamais me vou referir ao Cássio, que sempre foi uma pessoa correta. Não acusei o Cássio de nada e não tenho motivos para o fazer. Ao Cássio nunca. Refiro-me ao FC Porto e às trapalhadas que existem no futebol. Não ao guarda-redes Cássio, que conheço e sempre tive uma boa relação com ele e com o seu agente. (...) O texto escrito não é direcionado a um jogo de futebol, tanto que não falo nesse jogo. É a vários jogos, como o do Tondela. Por isso é que falo no presidente do Tondela, no jogo com o Estoril... São vários jogos. O foco não era o jogo com o Rio Ave. De maneira alguma. Nem nele falo. No meio futebolístico, onde coabito diariamente, se falar isto com alguma colega de profissão ou esteja ligado à profissão, sabem que é uma gíria dizer-se: compram-se guarda-redes para ganhar jogos, compram-se centrais para fazer penáltis, compram-se avançados para ser expulsos... É uma gíria, não é especificamente de uma pessoa".

Jogo entre Rio Ave e FC Porto: "Não falei de um jogo, mas na sequência de notícias que eram públicas na comunicação social e não eram só minhas, eram de vários clubes. Na mesma publicação refiro-me ao presidente do Tondela, que também veio a público sobre essas guerras que existem. Um jogo que ficou 5-0, como posso referir uma coisa dessas? Se não foi um jogo ganho por 1-0... De maneira nenhuma. Até hoje, sempre que publicamente me dirigi a falar sobre alguém, citei o nome e fui explícito naquilo que disse. Se alguma coisa tivesse contra o Cássio, certamente iria falar no nome e ser explícito. Sinceramente, não vi o jogo. Aliás, da Liga portuguesa poucos jogos vejo. Vi o resumo do jogo e o Rio Ave foi massacrado. O Porto massacrou o Rio Ave. Tanto massacrou, que ganharam 5-0".

Tribunal reproduz vídeo com o primeiro golo: "É impossível o guarda-redes defender aquela bola. Talvez se tivesse dez centímetros de altura conseguisse. Ele salta e estica-se bem. Está aos olhos de todos. Em momento algum [me referi a Cássio]. Tanto que, três dias depois, o empresário do Cássio liga-me e disse-me: 'Eh pá, o Cássio está aflito e não sei o quê'. E disse-lhe: 'Mas porquê? Em momento nenhum me refiro a ele'. 'Pois, é verdade amigo. Eu sei, mas sabes como é o Cássio, começa logo a pensar em perseguições. É aquela coisa dele'. E eu disse: 'Diz ao Cássio para me ligar, porque comigo está tudo bem. Se alguma vez tiver de me referir a alguém, como já foi público, refiro-me. Porque só o vou fazer quando tenho provas para dizer que esse alguém fez algum tipo de coisa incorreta". Sobre o Cássio não tenho nada a dizer, conheço do futebol há muitos anos e sempre se pautou pela honestidade. Não tenho nada a dizer dele'".