Premium Para não ser engolido lá fora, futebol tem de mudar primeiro a mobília

Para não ser engolido lá fora, futebol tem de mudar primeiro a mobília
Cláudia Oliveira | António Pedro Pereira

DOSSIÊ - O futebol profissional português gerou um volume de negócios de 680 milhões, em 2017 (últimos números conhecidos). Mas as desigualdades são grandes. O JOGO ouviu quatro gestores de indústrias nacionais deram a receita para a afirmação do futebol português.

Dizem dele que é o desporto-rei, que movimenta massas (as pessoas, não o dinheiro). Do português mais anónimo aos políticos nacionais, de empresários a artistas, o futebol é uma modalidade que apaixona. E, jornada após jornada, enchem-se páginas com notícias de equipas, lesões de atletas, venda de bilhetes, crónicas de jogo, casos de arbitragem.

O futebol é uma indústria que movimenta, literalmente, milhões. De acordo com o anuário do futebol português lançado pela Liga, em colaboração com a consultora EY, em 2018 (com análise de dados referentes a 2016/17), as sociedades do futebol profissional nacional englobam mais de dois mil postos de trabalho, contribuem com mais de 456 milhões de euros para o Produto Interno Bruto (o correspondente a 0,25% do PIB) e geram mais de 680 milhões de euros de volume de negócios. E estes são números de impacto direto na economia do país, ficando por calcular os valores impulsionados por ação indireta.