Cássio refere em tribunal que foi ouvido pela Polícia Judiciária

Cássio refere em tribunal que foi ouvido pela Polícia Judiciária
Manuel Casaca

Julgamento que opõe guarda-redes a César Boaventura decorre em Esposende

O guarda-redes Cássio esteve esta segunda-feira no Tribunal de Esposende e entre as declarações proferidas perante o juiz referiu que foi ouvido pela Polícia Judiciária em maio de 2017, escusando-se a a adiantar mais porque, acrescentou, o caso "encontra-se em segredo de justiça". O atual guarda-redes do Al-Taawon, da Arábia Saudita, referia-se ao caso das apostas no jogo Feirense-Rio Ave da temporada 2016/17.

Cássio revelou ainda que após a publicação de César Boaventura após o FC Porto-Rio Ave da temporada passada muito mudou na sua vida profissional e pessoal: "Já estava habituado a ser insultado por adeptos adversários, mas depois do 'post' passaram a ofender a minha honra. Em alguns jogos, durante o aquecimento, mostravam notas e chamavam-me vendido", afirmou. "Passei uma fase complicada a nível familiar, a minha filha de nove anos chegava a casa a chorar e passou a ter problemas na escola", acrescentou.

De recordar que na semana passada, o ex-jogador do Rio Ave Lionn revelou ter sido aliciado por César Boaventura para perder contra o Benfica, tal como Marcelo e Cássio. Segundo o Expresso, o empresário ter-se-á apresentado como "mandatado por Luís Filipe Vieira" e oferecido a Cássio cerca de 250 mil euros para facilitar contra os encarnados, sendo que o guarda-redes terá alertado alguns dirigentes do Rio Ave, que optaram por manter a situação em segredo. Em resposta, César Boaventura negou as acusações de aliciamento.