"Aqui e acolá acontecem episódios dos quais não podemos orgulhar-nos", diz Pedro Proença

"Aqui e acolá acontecem episódios dos quais não podemos orgulhar-nos", diz Pedro Proença

Presidente da Liga, Pedro Proença, falou à saída da audição com o grupo de trabalho de Desporto na Assembleia da República

"Não faço comentários a presidentes de sociedades desportivas .Agora, consegue-se perceber a frustração de alguns dirigentes, porque aqui e acolá acontecem episódios dos quais não podemos orgulhar-nos, é por isso que estamos cá e contra isso que combatemos. Esta lei da violência teima em não sair e em não dar possibilidade às organizações e às Ligas, às Federações de poderem executar aquilo que há muito vêm regateando", afirmou Pedro Proença, esta quarta-feira, referindo-se à recente conferência de imprensa de Frederico Varandas, na qual o presidente do Sporting referiu que o "futebol é um território que não pode estar sem justiça e sem lei"-

À saída da audição com o grupo de trabalho de Desporto na Assembleia da República, o presidente da Liga, questionado sobre os incidentes em jogos do Sporting no Estádio do Bessa e no Dragão Caixa, concordou na urgência de uma lei mais penalizadora sobre a violência. "Indubitavelmente, as propostas da Liga mas também dos sindicatos e das associações de classes são claras e objetivas. São esta falta de instrumento da Liga e das competições profissionais que não lhes permite atuar em tempo útil e que não seja percetível para o adepto. Queremos de uma vez por todas que esta lei seja feita", disse.

"A lei da violência tem sido uma bandeira desta direção da Liga. Os clubes e as Sociedades Desportivas estão, todas elas, com o mesmo sentido e esperamos que o diploma seja publicado. Isto tem consequências para as competições desportivas e profissionais, as questões da celeridade da justiça é algo que nos preocupa. As nossas propostas foram objetivas, esperando que o quadro legislativo em Portugal acompanhe as boas práticas internacionais. Pugnamos por esta resolução rápida e que o poder político ofereça os mecanismos ao poder associativo, para poder implementar regras que toda a gente entenda e tenha aplicabilidade rápida", concluiu Pedro Proença.

O grupo de trabalho do Desporto no Parlamento recebeu, além da LPFP, representantes da Associação Nacional de Treinadores de Futebol, Confederação Portuguesa das Associações de Treinadores, Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol e Sindicato dos Jogadores.

A reunião, que teve lugar na Assembleia da República, contou igualmente com a presença de elementos do Estoril, FC Porto, Braga e Benfica, e estendeu-se também à proposta de lei de alteração do regime de acesso e exercício da atividade de treinador de desporto.