Fundo de apoio no valor de 4,7 milhões: FPF explica regulamento e valores

Fundo de apoio no valor de 4,7 milhões: FPF explica regulamento e valores
Redação

Federação Portuguesa de Futebol vai ajudar financeiramente os clubes pelos prejuízos causados neste período de pandemia.

A Federação Portuguesa de Futebol deu por terminadas todas as provas de seniores que organiza - à semelhança do que já fizera com escalões de formação - e vai ajudar financeiramente os clubes pelos prejuízos causados neste período de indefinições e apoiar também aqueles que ainda podem subir de divisão. Por isso, no mesmo dia em que decidiu que não haverá qualquer descida de divisão, mas as subidas aos campeonatos profissionais são para forçar até ao fim, o organismo presidido por Fernando Gomes avançou com um fundo de apoio aos clubes que militam naquelas provas num valor de 4,7 milhões de euros.

Esta quinta-feira a FPF emitiu um comunicado dando conta de mais detalhes. Os clubes têm de solicitar ajuda e se não precisarem não recorrem. Podem candidatar-se até 30 abril e engloba seis competições: Campeonato de Portugal (cerca de 28 mil euros por clube), campeonato feminino (cerca de 28 mil euros por clube); II divisão feminina (cerca de 6 mil euros por clube), campeonato de futsal (cerca de 19 mil euros por clube); II divisão de futsal masculino (cerca de 5 mil euros por clube) e campeonato feminino de futsal (cerca de 19 mil euros por clube)

Para esta conta, a FPF teve em consideração dimensão dos plantéis, diferente em cada modalidade, e a diferença de encargos médios entre primeira e segunda divisão.

O pagamento é feito em duas tranches (maio e junho) e o valor a retribuir, que não terá juros, será feito em quatro anos. A primeira tranche a pagar é 10 por cento do valor, em junho de 2021. As tranches vão subindo ao longo dos anos. Se clube for cumpridor durante os referidos e mantiver o número de equipas/escalões não terá de pagar a última tranche de 25 por cento.

Para se candidatarem, clubes têm de provar que têm tudo em dia até ao mês de fevereiro. Para receberem a tranche de junho têm de provar que pagaram março e abril e não podem ter recorrido ao Fundo de Garantia Salarial do Sindicato. Além disso, terão de se comprometer a manter na temporada seguinte o mesmo número de equipas/escalões que tinham esta época.

"A FPF reforçará também a sua participação no Fundo de Garantia Salarial e manterá com o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol e a Associação Nacional de Treinadores de Futebol a monitorização permanente da situação dos jogadores que competem nas provas nacionais não-profissionais seniores e dos treinadores que exercem atividade nestas competições", tinha informado ontem a FPF.