FPF e Liga expressam pesar pela morte de do "Incontornável" e "impulsionador" Jorge Sampaio

FPF e Liga expressam pesar pela morte de do "Incontornável" e "impulsionador" Jorge Sampaio
Redação

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Principais responsáveis do futebol português destacaram o papel e o contributo do Ex-Presidente da República no seio da modalidade e na vida política nacional

Fernando Gomes e Pedro Proença, presidentes da FPF e da Liga, respetivamente, expressaram, esta sexta-feira, mensagens de apreço a Jorge Sampaio, ex-Presidente da República, que morreu aos 81 anos, pelo "exemplo de civismo" e por ser "um impulsionador" do futebol luso.

"É com profunda tristeza que vejo partir Jorge Sampaio, figura incontornável da democracia do nosso País. (...) Pautou o trajeto político pela coragem e coerência e marca de um humanismo próprio de quem tinha vincado sentido de justiça. Homem digno e íntegro, foi um exemplo de civismo e uma personalidade importante para o futebol português pelo contributo que deu como jurista", referiu o presidente da FPF.

"Jorge Sampaio foi, sem dúvida alguma, uma figura ímpar da sociedade portuguesa. Hoje vemos partir um líder consensual e amável, grande adepto e impulsionador do futebol. Nesta hora de dor, e além de uma palavra de carinho à família e amigos, fica a enorme gratidão pelo legado que deixou ao nosso País", afirmou o líder da Liga.

O antigo Presidente da República, que faleceu esta sexta-feira aos 81 anos, estava internado desde dia 27 de agosto no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, com dificuldades respiratórias.

Sampaio estava no Algarve quando ficou debilitado e, "dado o seu historial de doente cardíaco", segundo fonte do seu gabinete, foi transferido para a capital portuguesa.

Jorge Sampaio foi Presidente da República durante dois mandatos consecutivos, ocorridos entre 1996 e 2006. Antes, em 1989, foi eleito líder do Partido Socialista e na mesma altura foi eleito presidente da Câmara de Lisboa, tendo sido reeleito em 1993.

Após a passagem pela Presidência da República, foi nomeado, em 2006, pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas como enviado especial para a Luta contra a Tuberculose e, entre 2007 e 2013, foi alto representante da ONU.

Atualmente, presidia à Plataforma Global para os Estudantes Sírios, fundada por si em 2013 com o objetivo de contribuir para dar resposta à emergência académica que o conflito na Síria criara, deixando milhares de jovens para trás sem acesso à educação.

Iniciou o seu percurso, ainda estudante, como um dos protagonistas, na Universidade de Lisboa, da crise académica do princípio dos anos 60, que gerou um longo e generalizado movimento de contestação estudantil ao Estado Novo, até ao 25 de Abril de 1974.

Homem de esquerda e advogado de formação, defendeu casos célebres, como a defesa dos réus do assalto ao Quartel de Beja, o caso da `Capela do Rato', em que foram presas dezenas de pessoas que protestaram contra a guerra colonial

Depois do 25 de Abril de 1974, militou em formações de esquerda, como o MES, onde se cruzou com Ferro Rodrigues, ex-líder do PS e atual presidente da Assembleia da República, e aderiu ao partido fundado por Mário Soares em 1978.

Mais tarde, foi secretário-geral do PS (1989-1992), presidente da Câmara Municipal de Lisboa (1990-1995) e, como já referido, Presidente da República (1996 e 2006).