Evangelista diz que memorando entre a FIFPro e as Ligas é "sinal positivo"

Evangelista diz que memorando entre a FIFPro e as Ligas é "sinal positivo"
Redação

Dirigente máximo do Sindicato dos Jogadores destaca a importância da substentabilidade da indústria do futebol

O presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), Joaquim Evangelista, considerou hoje que "o memorando de entendimento entre a FIFPro e as Ligas Europeias representa um sinal positivo de diálogo e cooperação".

"Num momento em que as organizações que tutelam o futebol mundial discutem reformas estruturais, é muito importante que haja concertação, para que sejam tidos em conta os fatores que contribuem para a sustentabilidade desta indústria e o papel dos principais protagonistas, os jogadores", disse à agência Lusa.

A Associação Internacional de Futebolistas Profissionais (FIFPro) e a Associação das Ligas Europeias de Futebol (EL) assinaram um documento com seis pontos, para abrir o caminho a resultados justos e equilibrados no atual contexto de debates sobre governança, desenvolvimento e crescimento sustentável e mudanças no calendário de jogos a partir de 2024, no qual todas as partes interessadas têm uma influência proporcional na tomada de decisões.

"A FIFPro continuará a exigir o respeito pelos direitos fundamentais dos jogadores, que englobam as condições laborais, a saúde e bem-estar e a salvaguarda dos postos de trabalho nas diferentes ligas e competições", refere Joaquim Evangelista.

O documento assinado no Fórum de Políticas 2021, em Bruxelas, considera necessária esta participação uma vez que "as decisões tomadas a nível internacional tendem a ter repercussões nos direitos, valores e sustentabilidade a longo prazo das condições de trabalho dos jogadores, competições e clubes, em territórios nacionais em toda a Europa".

"A atual estrutura de governança, baseada em processos de consulta, deve evoluir para um modelo de governança coletiva em que os "stakeholders" compartilhem responsabilidades, onde também influenciem adequadamente para chegar a acordos conjuntos, seja coletiva ou bilateralmente", refere o texto.