"DN" divulga razões do Tribunal da Relação para manter Rui Pinto em prisão preventiva

"DN" divulga razões do Tribunal da Relação para manter Rui Pinto em prisão preventiva

Rui Pinto está em prisão preventiva desde 22 de março, tendo sido detido na Hungria e entregue às autoridades portuguesas, com base num mandado de detenção europeu, estando indiciado pela prática de quatro crimes

O "Diário de Notícias" ("DN") teve acesso, na íntegra, ao acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa (TRL), em resposta a um recurso de Rui Pinto a pedir a sua libertação, no qual são explicadas todas as razões para manter o colaborador do Football Leaks em prisão preventiva.

Fonte do TRL havia já explicado que "só a medida detentiva aplicada se revela ser a adequada", "face aos factos fortemente indiciados no processo e correspondentes crimes e havendo, caso fosse libertado, concretos perigos de fuga, de continuação da atividade criminosa e de perturbação do decurso do inquérito".

No acórdão a que o "DN" teve acesso pode ler-se que os autos indiciam que "Rui Pinto, pelo menos desde o ano de 2015, publicou em diversos sites e contas na internet por si criados, e que denominou Football Leaks, conteúdos relacionados com o fenómeno do futebol profissional. (...) os documentos publicados pelo arguido eram por si obtidos através da intromissão indevida em sistemas informáticos de sociedades de alguma forma relacionadas com o meio do futebol profissional às quais acedia sem autorização e recolhia as informações mais sensíveis e suscetíveis de expor certas sociedades e/ou clubes de futebol".

Além disso é destacado que a atividade do denunciante serviu "não só para denunciar eventuais condutas impróprias de clubes e sociedades como também para obter vantagens pessoais à custa do património de terceiros, designadamente da Doyen".

Conheça detalhadamente todas as outras razões, como por exemplo "o perigo de fuga", no "Diário de Notícias".

De recordar que Rui Pinto está em prisão preventiva desde 22 de março, tendo sido detido na Hungria e entregue às autoridades portuguesas, com base num mandado de detenção europeu, estando indiciado pela prática de quatro crimes: acesso ilegítimo, violação de segredo, ofensa à pessoa coletiva e extorsão na forma tentada.