"Com o país em estado de contingência, o futebol não pode dar sinais contrários"

"Com o país em estado de contingência, o futebol não pode dar sinais contrários"
Redação

António Lacerda Sales, secretário de Estado da Saúde, defendeu que "o futebol não quererá avaliar regras da saúde pública"

Cerca de uma hora antes do início da reunião com Pedro Proença, presidente da Liga Profissional de Futebol, António Lacerda Sales, secretário de Estado da Saúde, manifestou o desejo, em conferência de imprensa, de ver o futebol continuar a dar uma boa imagem, a exemplo do que aconteceu na época passada.

"Numa altura em o país sobe para o estado de contingência, o futebol ou qualquer outro desporto ou qualquer outra atividade, não pode dar sinais contrários. Estamos conscientes que o futebol - como outras modalidades - quererá manter a excelente imagem que deixou aquando da retoma na época passada na defesa do interesse publico e na defesa dos direitos dos cidadãos e da saúde pública. Foi essa a receita da época passada que funcionou e que garantidamente será também a receita para a época que se aproxima", afirmou o membro do Governo.

Sobre as decisões de não haver público nas bancadas ou de serem cancelados jogos, Lacerda Sales defendeu que essa avaliação pertence, "naturalmente", aos responsáveis da saúde e que as instituições que lideram o futebol não terão a pretensão de as avaliar.

"Da mesma forma que podemos gostar e apreciar futebol e não avaliamos uma regra de fora de jogo, também acreditamos que o futebol não quererá avaliar regras da saúde pública. Será com certeza dentro deste espírito de trabalho com as diferentes instituições, como foi com a Federação e que será com certeza com a Liga, que é responsável pela organização deste campeonato profissional, que encontraremos soluções", concluiu.