Chaves promoveu contactos de risco: "O problema não é o jantar"

Chaves promoveu contactos de risco: "O problema não é o jantar"
Carlos Veras/Mónica Santos

Médico Filipe Froes, coordenador do Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos e consultor da Liga, explica que o problema foi "todo um conjunto de circunstâncias que permitem avaliar o risco de exposição das outras pessoas"

"O problema não é o jantar", mas "todo um conjunto de circunstâncias que permitem avaliar o risco de exposição das outras pessoas", explicou a O JOGO o médico Filipe Froes, coordenador do Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos e consultor da Liga: "O contacto de alto risco tem de ser sujeito a um conjunto de procedimentos que estão estipulados em normas. Não é o evento, são as circunstâncias. Se estiverem mais de 15 minutos a menos de dois metros, em franco convívio, sem máscaras, isso prefigura a situação de contacto de alto risco." Essa, por sua vez, obriga a que os visados "tenham de ir para isolamento".

Neste caso, foi todo o plantel que o Chaves sentou à mesa. Entretanto, na sexta-feira, após regressar a Chaves, a comitiva recebeu instruções para se manter em confinamento. Jogadores, treinadores e demais elementos da estrutura próxima do futebol profissional permanecem em casa, em isolamento profilático, "até que seja concluída a avaliação de risco".

"Depois de esta estar concluída, será determinado quantos elementos da estrutura terão de se manter em isolamento e quando serão realizados novos testes à covid-19", afirmou à Lusa o médico Gustavo Martins Correia, sem avançar datas.

O treino de sábado foi cancelado e ainda não se sabia quando poderá ser retomado. Para quinta-feira estão marcados novos testes, no âmbito do jogo com Varzim.