Antigo vice-presidente da ANTF demarca-se do caso Rúben Amorim

Antigo vice-presidente da ANTF demarca-se do caso Rúben Amorim
Redação

Carlos Diniz partilhou com a Imprensa desportiva uma missiva, na qual deixa reparos, dirigida ao presidente da direção José Pereira (na foto)

Carlos Diniz, antigo vice-presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), demarcou-se, esta segunda-feira, da participação apresentada pelo organismo por eventual fraude no processo de inscrição de Rúben Amorim, treinador do Sporting.

"Surgiu mais uma polémica na Comunicação Social sobre um treinador e, para minha perplexidade, vejo o meu nome associado ao facto. Gostaria que a situação fosse revista urgentemente e se possível reparada", pode ler-se na missiva do ex-dirigente destinada ao presidente José Pereira.

Carlos Diniz refere-se à queixa apresentada pela ANTF, em março de 2020, que resultou, segundo o Sporting, na "acusação contra a Sporting SAD e o seu treinador Rúben Amorim, alegando existir fraude na inscrição de Rúben Amorim como treinador", na qual pede "uma sanção de um a seis anos de suspensão de atividade".

Na mesma carta, Carlos Diniz sustenta o demarcar da posição punitiva ao recordar que, "como é do conhecimento" da ANTF, pediu a "demissão dos órgãos sociais" a 12 de março de 2020 pelo que "consequentemente fiquei desvinculado" das funções exercidas no organismo.

O antigo vice-presidente lamenta ainda a inexistência da oficialização da saída da entidade liderada por José Pereira e pede para não ser mencionado no sítio do organismo. "Não houve qualquer nota informativa sobre o assunto em referência e o meu nome e foto continuam no site como se nada tivesse acontecido", refere Carlos Diniz.

Ao vislumbrar o separador do organigrama da instituição na Internet, denota-se que Carlos Dinis ainda surge como um elemento pertencente à direção presidida por José Pereira, embora se tenha demitido, segundo o próprio, há já quase um ano.