Advogada de Vieira no caso dos emails: "A arbitragem, na dúvida, decidiu contra o Benfica para evitar burburinhos"

Advogada de Vieira no caso dos emails: "A arbitragem, na dúvida, decidiu contra o Benfica para evitar burburinhos"
Redação

Susana Maio, advogada de Luís Filipe Vieira - o ex-presidente do Benfica tornou-se assistentes no caso dos emails -, aproveitou as alegações finais do julgamento para considerar que e Francisco J. Marques, Diogo Faria e Júlio Magalhães devem ser condenados pelos crimes de que são acusados, defendendo ainda não ver interesse público na divulgação dos emails.

"Divulgaram os emails com teor truncado, alternado com outros emails e fizeram-no única e exclusivamente com o intuito de denegrir e desestabilizar o Benfica. Denegrir o clube, SAD e seus representantes", referiu Susana Maio.

"Vivíamos uma altura em que o Benfica tinha ganho quatro campeonatos seguidos, poderia ser ganho o quinto e o FC Porto arranjou maneira de desestabilizar o clube, jogadores, equipa técnica e passar uma imagem negativa. Procurou-se condicionar a arbitragem, que em situação de dúvida decidiu contra o Benfica para não arranjar burburinhos", acrescentou na fundamentação sobre a ausência de interesse público.

"Entendemos que os arguidos devem ser condenados por todos os crimes porque estão pronunciados.. Os emails foram facultados a J. Marques e este facultou-os a Diogo Faria. Por este crime terão de ser condenados", afirmou a advogada, que relevou ainda o destino de uma eventual indemnização a pagar a Luís Filipe Vieira: a Casa do Gaiato. "Os danos morais sofridos por Vieira foram provados em sede de audiência de julgamento", concluiu.