Tribunal chumba providência cautelar interposta pela lista A nas eleições no Arouca

Tribunal chumba providência cautelar interposta pela lista A nas eleições no Arouca
Cláudia Oliveira

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Mais de dois meses depois, o Tribunal de Arouca deliberou sobre a providência cautelar e validou a decisão da Comissão Eleitoral de afastar da eleição para os corpos gerentes do Arouca (SDUQ e clube) a lista A, encabeçada por António Matos.

A decisão foi tornada pública pelo emblema arouquense, na sua página do Facebook. " A providência cautelar intentada por um grupo de pessoas afetas à lista A não foi decretada pelo Tribunal Judicial de Arouca. O Tribunal não teve qualquer dúvida em decidir que, tal como a Comissão Eleitoral sempre defendeu, há pessoas que compõem os órgãos da lista A que não possuem a qualidade de sócio nos termos em que se encontra definido nos Estatutos do clube. Como tal, a decisão da Comissão Eleitoral em não aceitar aquela lista foi legal", pode ler-se no documento partilhado, que culmina com a mensagem de que "só houve um vencedor: o Futebol Clube de Arouca".

A lista foi afastada do ato eleitoral por ter alguns elementos em situação irregular de sócios, nomeadamente com quotas em atraso.

Assim, Carlos Pinho é o único candidato a eleições, voltando a concorrer sozinho, à semelhança dos atos eleitorais anteriores. O dirigente está no comando do clube desde 2006, estando ligado à subida desde os distritais às competições profissionais, com participação em jogos da Liga Europa.

Carlos Pinho e a sua direção demitiram-se a 25 de maio passado, após a despromoção ao Campeonato de Portugal. Na sequência deste ato foi eleita uma comissão de gestão, liderada por Joel Pinho, e agendada eleição dos novos dirigentes para 29 de junho. No entanto, a comissão eleitoral decidiu adiar o ato até deliberação do tribunal sobre a providência cautelar. Agora, 115 dias depois do início do processo, a comissão eleitoral pode voltar a apontar uma data.