Treinou com Neymar e Ganso, joga no Campeonato de Portugal e está pronto "para outro patamar"

Treinou com Neymar e Ganso, joga no Campeonato de Portugal e está pronto "para outro patamar"

Douglas Abner saiu do banco para bisar frente ao Oleiros e dar a permanência ao BC Branco. Desejo do médio é regressar às ligas profissionais. Chegou a Portugal para jogar no Boavista, tem experiência de Liga Bwin e de Liga SABSEG e é lá que gostaria de tornar a mostrar o que sabe. Foi colega de nomes como Ganso e Neymar.

Douglas Abner, 26 anos, deu-se a conhecer ao futebol português quando o Boavista o contratou aos juniores do Corinthians (Brasil), em 2014. Um ano depois estava a estrear-se na Liga Bwin, com um golo em sete jogos. A isto seguiu-se um empréstimo ao Académico de Viseu e daí em diante uma carreira construída no Campeonato de Portugal (CdP), entre Salgueiros, Cesarense, Ideal, U. Santarém e, agora, Benfica e Castelo Branco, com passagens por Boavista B e Linkoping (Suécia) pelo meio.

Na época anterior teve o melhor desempenho da carreira (11 golos em 20 partidas, no Ideal), o que lhe permitiu dar o salto para o União de Santarém, na Liga 3, embora só lá tenha ficado alguns meses. "Vinham de um ano fantástico, mas não estava a jogar muito e a confiança vai-se perdendo. É aquele passe que começa a não entrar, o remate que passamos a falhar, e eu precisava de manter a confiança em alta. Vim ajudar o BC Branco e deu tudo certo".

Tanto é que, no domingo passado, entrou ao intervalo para dar a vitória dos albicastrenses (2-1), em Oleiros, triunfo que garantiu a permanência no CdP. "Foi um dia muito feliz", resume.

São cinco remates certeiros e três assistências em 16 partidas, números que o fazem pensar em dar o salto no final da temporada. "A ambição é estar no patamar mais alto possível. A Liga 3 é um degrau acima e ficaria feliz se pudesse lá voltar, mas a ambição é sempre mais alta. Estou pronto", sintetizou.

Formado no Santos e no Corinthians, lembra-se bem de alguns craques com quem trabalhou. "No Santos treinei com Neymar, Paulo Henrique Ganso, Gabriel Barbosa. Nas camadas de base, era eu e o Gabigol na frente de ataque. No Corinthians fui colega de Malcolm, Guilherme Arana...", enumerou.

O Boavista, que o lançou, tem "um lugar especial" no coração e uns adeptos "inesquecíveis".