Reforço resolveu dérbi alentejano: "Nunca tinha jogado para tanta gente..."

Reforço resolveu dérbi alentejano: "Nunca tinha jogado para tanta gente..."

Ossai deixou o Rio Maior, também do CdP, na semana passada, mudou-se para o Alentejo e fez o golo do Lusitano de Évora que derrotou o rival Juventude.

Lançado aos 78 minutos do dérbi de Évora entre Juventude e Lusitano, Nosike Ossai viveu uma semana "incrível", como o próprio adjetiva. Com o marcador empatado a uma bola, parecia estar escrito que seria o avançado nigeriano, contratado dias antes ao Rio Maior, a resolver a partida que teve casa cheia. "Sabia que era um jogo muito importante. Os meus colegas falaram-me logo disso quando assinei e transmitiram-me a importância de ganharmos", conta, num inglês fluído, a O JOGO.

A ida para o Lusitano até podia ter acontecido no início da temporada. "Falei com o treinador [João Nívea] antes da época começar. Queria vir para o Lusitano, mas ele disse-me que a equipa estava completa. Recebi um chamada do Rio Maior e fui jogar para lá. Entretanto, o treinador do Lusitano perguntou-me se queria vir para Évora e eu disse que sim", relata. Voltando ao dérbi, a própria atmosfera em torno da partida surpreendeu Ossai. "Nunca tinha jogado para tanta gente em Portugal", revela.

O facto de nos alentejanos poder lutar por patamares cimeiros pesou na mudança de clube. "Têm uma equipa fantástica, que pode subir de divisão. Quero jogar num clube que seja competitivo e esta equipa está a lutar pela promoção, o que para mim é importante", realça. Chegado a Portugal em 2017 para jogar no Vila Real, o destino do atacante era, inicialmente, diferente. "Fui convidado para prestar provas nos sub-19 do FC Porto, mas não fiquei. Mudei-me, então, para o Vila Real", refere. Em 2018/19, fez a melhor temporada da carreira, com 22 golos em 34 jogos pelo Vilar de Perdizes, onde conheceu um "pai". "Fui treinado pelo Tony [antigo lateral do Paços de Ferreira e do Cluj, entre outros], que é o meu pai no futebol. Quando há algo importante, falo com ele. É o meu pai em Portugal", conta o jogador, que em cinco anos representou nove clubes, de Trás-os-Montes aos Açores (Ideal). "Sempre me adaptei bem a todos os locais. Em Bragança é mais frio [risos]. Mas, todos cumpriram comigo", sublinha.