O Leça faz anos e festejou assim: "Foi um dirigente hastear a bandeira..."

O Leça faz anos e festejou assim: "Foi um dirigente hastear a bandeira..."

Estado de emergência não permitiu grandes festejos em dia de aniversário do Leça

O Leça Futebol Clube festeja este sábado 108 anos, mas as comemorações foram discretas, devido ao estado de emergência que o país vive, motivado pelo coronavírus. "Normalmente não fazemos grandes festas e deixamos isso para o final da época, mas costumamos sempre hastear a bandeira e celebrar uma missa pelos sócios e antigos dirigentes, jogadores e treinadores que já partiram. Este ano pedi a um dirigente, que tinha a bandeira consigo, para hasteá-la. Fê-lo sozinho para evitar aglomerações de pessoas", explica o presidente António Pinho.

O futebol está parado e o dirigente preocupado. "Este é um período negro. Temos tido grandes dificuldades ao logo da época, mas temos conseguido ultrapassá-las. Estando parados somos como uma empresa que não está a produzir. Não é a receita das bilheteiras dos jogos que dá para pagar as nossas responsabilidades, contudo o clube estando vivo movimenta outras coisas como publicidades. Parados torna-se bastante difícil resolvermos as nossas questões", justifica.

No que ao futebol sénior diz respeito, os leceiros estão no quarto lugar da Série B do Campeonato de Portugal e ainda sonham com uma possível passagem ao play-off de subida. "O objetivo nunca foi a subida, mas sim a permanência. No entanto, se estamos nesta posição resta-nos lutar até ao fim. Temos dos orçamentos mais baixos da série", sublinhou.

Sobre o futuro, António Pinho lembrou que há um ato eleitoral para realizar após o final da temporada. "Posso recandidatar-me desde que consiga ter o suporte financeiro necessário. O Leça vai continuar quer seja comigo ou com outra pessoa que goste tanto do clube como eu", concluiu.