Premium O bom tempo está de volta ao Beira-Mar e até conta com um Jackson Martínez

O bom tempo está de volta ao Beira-Mar e até conta com um Jackson Martínez
João Maia/Melo Rosa

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Só há uma equipa, entre os 108 que disputam os nacionais, que ainda não perdeu esta temporada. É um histórico à procura do regresso aos patamares principais.

O bom tempo está de volta a Aveiro, e mais concretamente ao Beira-Mar. Esta afirmação até pode parecer contraditória, visto que a chuva não tem dado tréguas nos últimos dias, e desengane-se também quem pensar que este é um fenómeno de bonança que afetará só a região aveirense. Na verdade, este bom tempo tem a ver com sucesso desportivo, ou, antes, com o ressurgimento de um histórico que é o único clube que ainda não perdeu entre os 108 emblemas que disputam os campeonatos profissionais, repartidos por I Liga (18), II Liga (18) e os 72 do Campeonato de Portugal (CdP).

São já 11 os jogos que os beira-marenses levam na temporada, nos quais conseguiram quatro vitórias e quatro empates na Série C do CdP, que lideram, e três apuramentos na Taça de Portugal. É no velhinho Estádio Mário Duarte que o Beira-Mar treina durante quase toda a semana, fazendo, no máximo, um apronto no Municipal, onde joga. O Mário Duarte tem os dias contados (vai dar lugar à ampliação do hospital) e as marcas do tempo são evidentes: em algumas balizas, nota-se mais a ferrugem do que a tinta branca e é difícil encontrar um lugar nas bancadas (que são cobertas) onde não chova, pois a estrutura apresenta vários buracos. Mas foi aqui que o Beira-Mar palmilhou 27 participações na I Liga, conseguiu ficar em sexto lugar em 1990/91 e trilhou um caminho rumo à final da Taça de Portugal de 1999, prova que viria a vencer com um golo de Ricardo Sousa, o agora treinador dos aurinegros. No ano seguinte, o clube, que até tinha descido, foi à extinta Taça UEFA, tendo sido eliminado por um Vitesse treinado por Ronald Koeman.