"No Benfica chegámos a treinar em metade de um pelado..."

"No Benfica chegámos a treinar em metade de um pelado..."

André Soares está de volta, pela segunda vez, ao lank vilaverdense. Soma três golos em três jogos e assume que o objetivo é a subida

Quando, em 2018, André Soares saiu do Lank Vilaverdense, "sabia" que um dia iria voltar. Fê-lo esta temporada, e em boa hora: três golos em três jogos, dois deles no domingo passado, na maior goleada da jornada, por 6-1, em casa do Forjães. "É bom ganhar por números tão expressivos, mas isto ainda está tudo no início", alertou. Certo é que os minhotos comandam a série A só com vitórias.

Contratado em 2014/15 ao Famalicão, mudou-se no ano seguinte para o Gil Vicente, mas regressou a meio da temporada. Em Vila Verde lutou para a subir à II Liga e espera que 2021/22 lhe traga, por fim, uma alegria. "Vim para cá com o intuito de subir. É algo que me deixaria muito realizado, e vamos fazer de tudo para que isso aconteça", referiu. O motivo que o levou a vestir a camisola do Lank Vilaverdense é fácil de explicar. "Este clube marcou-me muito numa altura da carreira em que nem eu próprio acreditava no meu futebol. Aqui voltei a ter o prazer de jogar", contou.

Natural de Arroteia, uma aldeia do Vieira do Minho, saltou do Vieira para o Braga, nos sub-13, e em 2004, quando era sub-15, bateu-lhe à porta o Benfica. De Arroteia para Lisboa o impacto foi grande, mais ainda porque André Soares, então miúdo, ficou a morar nos Pupilos do Exército. "O início foi bastante complicado. Éramos crianças, fazíamos a mesma alimentação dos militares, às 23h00 fechavam-se as portas do quartel e foi uma aprendizagem. Acabei por apenas apanhar dois anos no Seixal e aí, sim, tínhamos todas as condições para evoluirmos, porque antes chegávamos a treinar em metade de um pelado. Não era o Benfica que é hoje em dia", recorda.

Aos 31 anos, André Soares não gosta de fazer planos a longo prazo e sublinha que, por agora, só quer "ajudar" o Vilaverdense.