"Não podia falhar, era a época de todos e tudo podia ir por água abaixo"

"Não podia falhar, era a época de todos e tudo podia ir por água abaixo"

Iaquinta marcou o golo que deu o empate aos alentejanos frente ao Barreirense, ao sétimo minuto dos descontos, e garantiu a permanência.

Tem nome de craque e no domingo salvou o Serpa da descida aos distritais. Iaquinta, avançado guineense que aterrou em Lisboa há seis anos, acrescentou mais uma façanha à carreira, depois de há dois anos ter marcado ao Sporting na Taça de Portugal, ao serviço do Sacavenense.

No domingo, na receção ao Barreirense, jogo decisivo para os dois clubes em relação à permanência no Campeonato de Portugal, Iaquinta garantiu o empate aos alentejanos no sétimo minutos dos descontos e carimbou a manutenção, atirando o histórico adversário para os distritais.

Em conversa com O JOGO, o jogador guineense falou sobre o momento inolvidável, "único e para a vida". A formação do Barreiro colocou-se em vantagem aos 89 minutos (1-2) e já poucos acreditavam em mais golos, quando, no sétimo minuto dos descontos, foi assinalado um penálti favorável ao Serpa e a responsabilidade de o bater recaiu sobre... Iaquinta. "Foi um momento espiritual", disse o jogador, devoto muçulmano, a O JOGO. "Ninguém estava à espera, mas no futebol tudo pode acontecer. Apesar de termos marcado cedo, o Barreirense esteve forte durante o jogo. Eles marcaram já em cima do final e o árbitro deu quatro minutos de descontos, mas os adeptos invadiram o campo e ele teve de dar mais tempo para jogar. Foi um milagre de Deus!", recorda Iaquinta , prosseguindo com o relato do que pensou nesse momento. "Já sabia que era eu que ia bater o penálti. Ajoelhei-me, estava confiante e senti que ia marcar. Não podia falhar, era a época de todos e tudo podia ir por água abaixo naquele momento. E agradeci a Deus!", revela.

O empate permitiu ao Serpa terminar com dois pontos de vantagem sobre o Barreirense e fez explodir a festa no campo de jogos Manuel Baião.