Salários em atraso no Vilafranquense são cenário "assustador"

Salários em atraso no Vilafranquense são cenário "assustador"
João Maia / Marco Talhadas

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Sindicato vai ajudar os jogadores, que pensam em medidas de força. Líder da SAD assume culpas

O presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) anunciou no sábado que vai recorrer ao Fundo de Garantia Salarial para auxiliar os futebolistas do Vilafranquense, que estão com três meses de salários em atraso. Na sequência da reunião realizada no Cevadeiro com o plantel dos ribatejanos, Joaquim Evangelista disse que "o plantel vai acionar o Fundo de Garantia Salarial, dando um prazo de dez dias à administração para regularizar a situação, sob pena de ter de tomar uma posição definitiva de força e a equipa não jogar mais", revelando que encontrou jogadores a viver "situações dramáticas, quase de sobrevivência", acrescentando que tal é "assustador" num clube "que está a lutar pela subida, com uma estrutura acionista e com pessoas que vêm de um clube profissional".

Joaquim Evangelista lamentou a situação que se vive no clube ribatejano. "Já não estamos só a falar de salários, mas sim de todo um contexto em que os jogadores estão a praticar a sua atividade sem terem condições. Esta situação devia envergonhar pessoas como o administrador, como o Luís Duque, que tiveram responsabilidades em instituições nacionais, em clubes da I Liga, e, portanto, já chega. Basta de más práticas que se repetem sem consequências", referiu.

O líder do SJPF revelou ainda que pretende falar com o presidente da SAD, Luiz Andrade. "Ainda não falei com ele, mas vou-lhe transmitir esta posição. Foi-me dito pelos jogadores que ele não tem honrado a palavra", concluiu.

Líder da SAD assume culpas

Contactado por O JOGO, Luiz Andrade, que durante a semana já tinha prometido que nos próximos dias iria regularizar um mês de vencimento, disse compreender a posição do plantel e adiantou que é preciso "estômago" para aguentar as críticas. "O presidente do Sindicato e os jogadores estão certos: somos nós que devemos e temos de pagar. Estamos conscientes disso. Algumas coisas planeadas com investidores não foram cumpridas e a SAD ficou malvista junto dos jogadores. Vamos dar a voltar a isto o mais rapidamente possível", afirmou. "Até lá tenho de aceitar as críticas, porque irão fazer-me crescer e aprender mais uma lição. Não podemos acreditar em tudo o que está no papel, mas sim no que temos no bolso", acrescentou.