Apanha-bolas serviu de ajuda inesperada no Águeda-Lourosa

Apanha-bolas serviu de ajuda inesperada no Águeda-Lourosa

Foi em cima do apito para o intervalo que o extremo Jullyan sofreu uma pancada que o deixou estendido no relvado

O Águeda-Lourosa, da Série B do CdP, terminou sem golos, mas na memória de quem assistiu à partida ficou a atitude do apanha-bolas Rodrigo Zuada. Foi em cima do apito para o intervalo que o extremo Jullyan sofreu uma pancada que o deixou estendido no relvado. O árbitro mandou toda a gente para os balneários e o jovem Rodrigo, de 11 anos e atleta dos infantis B dos aguedenses, entrou no campo para amparar e confortar o extremo. "Vi que ele se tinha aleijado e fui ajudá-lo para ser assistido o mais rápido possível. No final, tirei fotografias com o Jullyan e conversei com ele", contou Rodrigo a O JOGO.

Na bancada estava o pai, que em casa contou à mãe, Isabel, a atitude de Rodrigo. "O meu marido disse-me, mostrou-me as fotografias e fiquei muito orgulhosa", refere. Para o brasileiro Jullyan, esta ajuda inesperada foi uma novidade na carreira. "Estava sentado no relvado e apareceu o miúdo a perguntar-me como estava. Disse-me que achava que tinha sido penálti, deu-me a mão e ajudou-me a ir para o balneário. A minha noiva estava a assistir e até comentei isso com ela, pois nunca tinha passado por tal coisa no futebol", diz o ala, que ficou mais motivado para o segundo tempo. "Mexeu comigo e deu-me ânimo para o resto do encontro", revela. José Carlos, dirigente do Águeda, também enalteceu a atitude. "O miúdo foi o primeiro a ajudar o Jullyan e só depois aparecemos eu e o adjunto. Foi salutar."