"Estava longe da família, sentia-me desanimado e quis sair"

"Estava longe da família, sentia-me desanimado e quis sair"

O Leça subiu ao segundo lugar da Série B do Campeonato de Portugal e Adilson diz que há qualidade para discutir a subida.

O empate caseiro do Lourosa com o Paredes (2-2) permitiu ao Leça, que goleou (4-1) em Valadares, subir ao segundo lugar da Série B do Campeonato de Portugal, posição que dá acesso ao play-off de subida à II Liga. A goleada contou com um bis de Adilson, avançado que é o melhor marcador dos leceiros, com oito golos no CdP e um na Taça de Portugal. O atacante garante que o plantel não está surpreendido com a boa temporada e há motivos para sonhar. "Temos qualidade para irmos ao play-off. Se chegarmos lá, depois é 50 por cento de probabilidades para cada lado", avalia o dianteiro.

Natural de Lisboa, Adilson foi viver para Évora, juntamente com a avó, quando tinha nove anos e foi no Juventude de Évora que começou a dar os primeiros pontapés na bola. "Sempre gostei muito de futebol e, como era o clube mais perto de casa, decidi inscrever-me." Apesar de não ter um número preciso, Adilson fez mais de cem golos nas camadas jovens dos alentejanos, subiu a sénior em 2015 e na temporada seguinte impressionou com uma marca de 21 golos em 20 jogos. A boa época despertou o interesse do Mafra, mas as coisas não correram bem nem em Mafra, nem, depois, em Oleiros, para onde se transferiu antes do final de 2017/18. "A adaptação ao Mafra não foi fácil, porque era a primeira vez que estava a sair de Évora. Em Oleiros, estava longe dos colegas e da família, sentia-me desanimado e quis sair", lembra. Depois de época e meia sem marcar, Adilson foi para o Vasco da Gama da Vidigueira, a 30 minutos de casa, e reencontrou-se com os golos, que o catapultaram para o Leça. "Não estava à espera de um ano assim. Sonho chegar aos profissionais", atirou.

Treinador conta histórias do clube

Adilson já está "mais ou menos" familiarizado com o historial do Leça, que na década de 90 esteve três anos seguidos na I Liga. Aliás, o atacante até pede ao treinador Domingos Barros, que foi ex-jogador, para contar alguns episódios. "Já ouvi grandes histórias", relata o goleador de 1,92 metros. Apesar de também poder jogar a extremo, Adilson é lesto a apontar a posição preferida. "Prefiro ser utilizado como ponta-de-lança", responde. Desafiado a enumerar os seus pontos fortes, Adilson destacou a "velocidade" e o "bom remate", que seguramente têm contribuído para a pontaria afinada.