"Do nada, um indivíduo deu-me duas facadas. Só acordei no hospital"

"Do nada, um indivíduo deu-me duas facadas. Só acordei no hospital"

Tavinho está a brilhar no novo clube. Para trás ficou o esfaqueamento de que foi vítima em março de 2018.

Foi chegar, ver e... marcar. Tavinho, extremo que o Vizela contratou no mês passado, apontou, na goleada (5-0) com o Pedras Salgadas, o terceiro golo em dois jogos com a camisola dos minhotos. O ex-Farense já tinha bisado no triunfo (3-1) perante o Braga B e para trás ficou a malfadada história que o colocou na agenda mediática, quando o avançado, natural de Lisboa mas que com dois anos se mudou para Almancil, foi esfaqueado a 19 de março de 2018 nas imediações de um bar em Vilamoura.

"O Farense tinha jogado com o Olhanense e havíamos garantido a passagem ao play-off de subida. O treinador deu-nos três dias de folga, alguns jogadores saíram à noite e do nada um indivíduo deu-me duas facadas, uma no peito outra no pescoço. Recordo-me de cair para os braços do Irobiso e só me lembro de acordar no hospital", narra o ala de 26 anos. O incidente ocorreu no Dia do Pai e Tavinho temeu não poder voltar a ver o filho.

"Era pai há dois meses e antes de desmaiar pensei logo no meu filho. Quando acordei, tinha a minha mãe ao meu lado e só me recordo de lhe jurar que não tinha feito nada. Não sou pessoa de sair à noite, nem de desentendimentos, e tive de parar dois a três meses por causa daquilo", lamenta.

Tavinho diz que o episódio o "marcou", mas que agora só pensa "no futuro" e no sonho que ainda acredita poder cumprir de "jogar na I Liga". "Não estava à espera de um arranque assim. Estou a adorar jogar no Vizela. Sinto que dei um passo atrás, no sentido de ter saído da II Liga para jogar no Campeonato de Portugal, para dar dois à frente", finaliza o extremo que diz também gostar de jogar como segundo avançado.